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O poder de ser boa em qualquer função: da beleza à medicina

*Artigo cedido pelo nosso parceiro AEMED

Como em quase todas as profissões, as mulheres que escolheram a Medicina sofreram preconceito e limitações desde o passado e ainda hoje continuam na luta pra conquistar seu espaço e respeito em qualquer área que decida seguir. A mulher, que ao longo da história foi vista principalmente como símbolo de reprodução e beleza física, começou a procurar conhecimento e habilidades, assim como os homens na área das ciências.

Sim, os homens ainda são maioria quando o assunto é o exercício da Medicina, mas a cada ano, mais e mais mulheres estão entrando para este universo, e seu número de ingresso nas faculdades também só cresce.

Talvez, saiba-se pouco sobre, mas na Idade Média as mulheres eram condenadas à morte quando se apaixonavam e se envolviam com a medicina, eram consideradas curandeiras vistas com maus olhos pela Igreja e sociedade da época.

O primeiro exercício médico aceito realizado pelas mulheres foram os trabalhos de parto. Apesar disto, a visão mais forte sobre a figura feminina no passada remetiam à mulher do lar, esposa perfeita e mãe excepcional. Presumia-se até que a mente feminina era feita para seguir tais tarefas e que o estudo de uma área complexa como a Medicina poderia prejudicar a desenvoltura com suas demais funções.

Mas quem é que nunca ouviu falar de Marie Curie por exemplo? Graças a ela a Medicina teve um enorme desenvolvimento na Radiologia. E ela é apenas um exemplo de como as coisas começaram a mudar em relação a figura feminina na área de saúde.

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Ainda bem que ao longo dos anos diversas mulheres foram conquistando espaço importante dentro da Medicina e hoje se vê com certa igualdade a mulher neste exercício. Com essa aceitação, em 1922 foi criada a Associação Internacional das Médicas, que foi símbolo de aceitação de mulheres na área e não havia porque ser diferente.

Entretanto, quase 100 anos depois dessa conquista internacional, ainda lidamos com o fato de que a remuneração feminina no exercício da medicina ainda é menor que a do homem, e fica a pergunta de por que? Afinal, as mulheres trabalham tanto quanto os homens, estudam tanto quanto eles e têm a mesma preparação para se tornarem médicas. Ou ainda, porque em pleno ano de 2017 ainda existem desigualdades de gênero?

Como as mulheres do passado, devemos continuar a luta para sermos praticantes da Medicina, sejamos homens ou mulheres. O papel de estudantes e profissionais é se destacar cada vez mais em todas as especialidades, não por vingança de gênero, mas para firmar que a Medicina é um espaço igual para todos, assim como o papel do homem médico é tratar com igualdade suas colegas e dar-lhes a mesma confiança e oportunidades de trabalho.

Ser uma mulher médica, uma esposa, uma mãe excepcional, mesmo sendo todas essas funções é sim possível e deve ser respeitado e admirado. Por todos esses motivos, venho parabenizar todas nós pelo Dia Internacional da Mulher, pela nossa força, nossa luta, nossa inteligência e, principalmente, pela nossa escolha de assumir nossos sonhos com orgulho e perseverança.

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