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O que é medula ancorada, como identificar e corrigir o problema?

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A medula ancorada é patologia definida como não desenvolvimento do filo terminal, consequentemente não há desenvolvimento da medula até os níveis normais. Com o não crescimento do filo terminal, a medula fica presa aos níveis lombares baixos ou até mesmo os níveis sacrais.

O diagnóstico pode se dar durante a infância ou na fase adulta. Geralmente na infância, há também algum outro sinal da pele ao nível da região lombar que levante a suspeita de alguma patologia oculta no sistema nervoso. A foto abaixo mostra alteração na região lombar baixa de criança com cinco meses:

medula ancorada
Paciente com medula ancorada. Foto: arquivo pessoal.

 

Tais alterações já são identificáveis ao nascimento e variam desde sequelas muito evidentes, até mais discretas como pequeno tufo de cabelos ou pequeno orifício. Mesmo as discretas são identificáveis por meio do exame do recém-nascido.

Em pessoas sem tais alterações externas, o diagnóstico é realizado em idades mais avançadas quando desenvolvem sintomas do comprometimento da medula e raízes. Tais sinais e sintomas incluem atrofia de membros inferiores, fraqueza, dor neuropática, dor lombar.

Após a avaliação clínica do paciente e identificação das manifestações clínicas, é importante um exame de imagem para investigação da medula. O mais adequado é o exame de Ressonância Magnética de todo o neuroeixo, pois é possível haver alterações congênitas em outras áreas.

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Após identificação da medula ancorada, o tratamento é o cirúrgico. Muitos autores discutem sobre a possibilidade de observação clínica caso o paciente não apresente comprometimento de função neurológica. No entanto, há estudos sobre o acompanhamento a longo prazo de tais pacientes e o prognóstico tende a mostrar-se pior nos casos que foram acompanhados clinicamente.

O tratamento clássico consiste na secção do filo terminal após sua identificação por meio da abertura da dura-máter na região lombar baixa. Mais recentemente, a técnica de ressecção do filo terminal através do hiato sacral foi desenvolvida, mas ainda não foi popularizada e aguarda um segmento de mais longo prazo em comparação com a técnica clássica.

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Referências

  • Piatt, Joseph H. “Treatment of myelomeningocele: a review of outcomes and continuing neurosurgical considerations among adults: a review.” Journal of Neurosurgery: Pediatrics 6.6 (2010): 515-525.
  • Agarwalla, Pankaj K., et al. “Tethered cord syndrome.” Neurosurgery Clinics of North America 18.3 (2007): 531-547.

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