Infectologia

O que temos de novidades para o tratamento de influenza?

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A nova temporada de influenza (gripe influenza) está em circulação principalmente no hemisfério Norte, especialmente H1N1 e H3N2, e as complicações graves como pneumonia e comprometimento muscular e de órgãos vitais como coração e o sistema nervoso central continuam somando vítimas, seja por infecções primárias pelos vírus ou secundárias bacterianas. Mesmo com o sucesso da vacinação anual, os desafios quanto a adesão continuam. Mas e para aqueles que adquiriram a infecção? O que temos de opções para tratamento?

Leia mais: Conheça nova diretriz para manejo de infecções do vírus da influenza

As medicações antivirais para tratamento da influenza consistem em terapêuticas importantes para o controle da doença. No intuito de atualizar as orientações para o devido tratamento dos casos de influenza, o Centers for Disease and Control (CDC) publicou considerações ao recente Guideline publicado em 2018 com novas recomendações e reforços sobre antivirais disponíveis e indicações. São elas:

  • Grupos de risco com recomendação para tratamento com antivirais: crianças menores de dois anos (embora todas as crianças abaixo de cinco anos sejam consideradas em alto risco para complicações); adultos de 65 anos ou mais; pacientes com doença pulmonar crônica (asma), cardiovascular (exceto hipertensão isolada), renal, hepática, hematológica, metabólica, neurológica; imunossuprimidos; gestante ou puerpérias (duas semanas); jovens abaixo de 19 anos em tratamento crônico com aspirina ou similares; indígenas ou nativos do Alasca; obesos mórbidos (≥ 40 kg/m²); e residentes asilos e semelhantes.
  • Uso de antivirais em até dois dias do início dos sintomas apresenta maior efetividade.
  • O tratamento deve ser dado a pacientes sintomáticos com influenza suspeita ou confirmada em alto risco para complicações da influenza e pacientes hospitalizados com influenza suspeita ou confirmada, mesmo se doentes acima de dois dias.

A US Food and Drug Administration (FDA) aprova quatro medicações antivirais para tratamento de influenza A e B:

  • Inibidores de neuroaminidase: Oseltamivir (Tamiflu®, oral), zanamivir (Relenza®, inalatório) e peramivir (Rapivab®, intravenoso).
  • Inibidor de endonuclease cap-dependente : Baloxavir marboxil (Xofluza®, oral).

OBS: No Brasil, até o momento, estão disponíveis somente Oseltamivir e Zanamivir. A amantadina e rimantadina são drogas antivirais ativos somente contra influenza A mas verifica-se altas taxas de resistência dentre os vírus tipo A circulantes.

As indicações de drogas incluem:

  • Pacientes com influenza não complicado: Oseltamivir, zanamivir, peramivir, ou baloxavir;
  • Pacientes não hospitalizados com doença grave ou progressiva, pacientes hospitalizados ou gestantes: Oseltamivir.

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Autor:

Referências:

Timothy M. Uyeki, Henry H. Bernstein, John S. Bradley, Janet A. Englund, Thomas M. File Jr, Alicia M. Fry, Stefan Gravenstein, Frederick G. Hayden, Scott A. Harper, Jon Mark Hirshon, Michael G. Ison, B. Lynn Johnston, Shandra L. Knight, Allison McGeer, Laura E. Riley, Cameron R. Wolfe, Paul E. Alexander, Andrew T. Pavia. Clinical Practice Guidelines by the Infectious Diseases Society of America: 2018 Update on Diagnosis, Treatment, Chemoprophylaxis, and Institutional Outbreak Management of Seasonal Influenza. IDSA Influenza Clinical Guidelines 2018. Clinical Infectious Diseases: 1-47.

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Publicado por
Rafael Duarte

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