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Óculos 3D podem ajudar cirurgiões a enxergar melhor em breve

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Recentemente, cirurgiões cardíacos na Polônia usaram óculos 3D para ajudá-los a enxergar mais claramente o interior do tórax de um paciente enquanto abriam a válvula cardíaca estenosada, de acordo com o relatório do European Heart Journal.

Embora os cirurgiões no exterior utilizem normalmente máquinas de imagem em três dimensões para coletar dados do corpo, as imagens são exibidas em telas bidimensionais. Isso significa que os cirurgiões que fazem procedimentos minimamente invasivos não têm percepção de profundidade e precisam periodicamente bater nas superfícies internas para se orientarem.

Como funciona na nova técnica com óculos 3D

Com a capacidade de enxergar em três dimensões, o cirurgião é capaz de se orientar sem ter que bater os instrumentos contra o coração.

“Desenvolvemos o método de streaming em tempo real de dados ultrassonográficos na exibição holográfica de realidade mista montada na cabeça, permitindo o controle sem a necessidade de toque e o compartilhamento de dados dentro do laboratório de cateterismo. O método foi testado pela primeira vez em humanos durante um procedimento para ampliar a valva mitral”, relata a equipe de pesquisa, liderada por Jaroslaw Kasprzak, cardiologista da Bieganski.

“Durante esse procedimento, um balão esvaziado é colocado dentro da válvula estenosada e, então, inflado para alargar a abertura para que o sangue flua mais livremente”, explica o Dr. Omar Ali, diretor do laboratório de cateterização cardíaca do DMC Heart Hospital, do Detroit Medical Center, em Michigan, nos Estados Unidos

“Costumo fazer procedimentos cardíacos estruturais minimamente invasivos, como consertar as válvulas no coração. Geralmente, confiamos em imagens de ultrassonografia 3D do coração projetadas em uma tela plana”, diz Ali. A nova tecnologia utiliza a imagem 3D coletada pela máquina de ultrassom e a envia para os óculos 3D para que o cirurgião possa realmente ver imagens tridimensionais, em vez de olhar para uma imagem 2D projetada em tela plana.

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Até agora, a técnica 3D tinha sido usada para ensinar anatomia de estudantes de medicina. “Tradicionalmente, os cadáveres eram usados. Agora, eles não são necessários porque você pode navegar pelo corpo virtualmente”, conta Ali. Embora o novo relatório seja promissor, a técnica precisará ainda ser estudada em estudos randomizados E se cumprir a sua promessa, os cirurgiões precisarão aprender como usá-lo.

Raveen Bazaz, eletrofisiologista cardíaco clínico do UPMC DO Heart and Vascular Medicine Institute, da Universidade de Pittsburgh, concorda que a nova tecnologia pode melhorar o atendimento ao paciente.

“Exposições holográficas 3D como a mencionada têm o potencial de permitir que os operadores utilizem essas informações valiosas e modifiquem as técnicas em tempo real, permitindo uma orientação mais dinâmica durante um procedimento em andamento. A síntese da computação e a geração de imagens em tempo real prometem permitir resultados mais otimizados do que os alcançáveis no passado”, explica Bazaz.

A tecnologia 3D já chegou ao Brasil

Em 2018, durante o XVIII Congresso Internacional de Catarata e Cirurgia Refrativa, foi anunciada entre as novidades tecnológicas a chegada da tecnologia 3D no Brasil. Com a novidade, as cirurgias aqui no Brasil poderão ser acompanhadas por um grupo de profissionais por uma tela de alta definição. Como nas salas de cinema, os oftalmologistas terão uma visão do olho operado por meio do uso dos óculos 3D.

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