OFID realiza estudo com perfil e diagnóstico de leishmaniose cutânea recorrente

Estudo analisou pacientes com Leishmaniose Cutânea Recorrente (LCR) e com Leishmaniose Cutânea Primária (LCP), no estado da Bahia.

Pesquisa publicada na revista Open Forum Infectious Diseases, e conduzida em Tancredo Neves, município baiano, avaliou o perfil clínico, carga parasitária, positividade para PCR e resposta à terapia em pacientes com Leishmaniose Cutânea Recorrente (LCR) e com Leishmaniose Cutânea Primária (LCP). 

Caso de leishmaniose humana em São Paulo gera alerta

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Métodos 

Foram selecionados 61 pacientes, 41 com leishmaniose cutânea primária e 20 com leishmaniose cutânea recorrente. Os diagnósticos foram feitos entre 2020 e 2021, através de análise histopatológica da úlcera cutânea e confirmados com identificação de amastigotas, nas biópsias de pele por imuno-histoquímica e pela detecção de L. braziliensis por reação em cadeia da polimerase (PCR). 

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Dados demográficos, clínicos e informações sobre o tamanho da induração no teste cutâneo de leishmaniose (LST) foram coletados e os pacientes tratados por 20 dias com antimoniato de meglumina, 20 mg/kg, ou com Anfotericina B convencional, 25-40 mg/kg. Estabeleceu-se a cura como cicatrização completa da lesão com reepitelização da pele em 90 dias. 

Achados 

Entre os pacientes com LCR foram observadas lesões mais superficiais, com bordas menos infiltradas, menores e em menor número, apresentando também uma maior induração no LST e um menor número de parasitas. Contudo, estes pacientes tiveram uma maior duração para doença com um tempo médio de 90,5 ± 95,9 dias, enquanto os pacientes com LCP tiveram uma duração menor (média de 50,8 ± 56,7 dias). 

O PCR para detecção do Leishmania braziliensis foi negativa em 82,9% das vezes para os casos de leishmaniose cutânea recorrente (LCR), para casos de leishmaniose cutânea primária (LCP) esse índice ficou em 20%. Não foram encontradas diferenças de acordo com a idade ou gênero. 

Discussão 

Os resultados dos testes de PCR geraram a indicação de utilização de imuno-histoquímica como principal ferramenta para diagnóstico por parte dos autores. E, também segundo eles, as características observadas nos pacientes com LCR indicam uma melhor resposta imune aos antígenos do L. braziliensis gerando uma doença mais branda nesses pacientes. 

Saiba mais: Caso de leishmaniose humana gera alerta em São Paulo 

*Este conteúdo foi revisado pela equipe médica do Portal.

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