OMS declara coronavírus como emergência internacional

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, no último dia 30, que o surto da doença respiratória aguda pelo coronavírus (antes chamado de 2019-nCoV), Covid-19, é uma emergência de saúde pública de interesse internacional (PHEIC). Apesar de alguns membros do comitê discordarem, foi discutido que declarar PHEIC era importante para reconhecer as ações tomadas pela China e oferecer apoio ao grande número de casos no país.

Até o momento, já foram identificadas mais de 77.200 pessoas infectadas, sendo 1.379 em outros 28 países. Dentro do total de casos, 10.980 já se recuperaram, mais de 11.600 estão em estado grave e 2.250 morreram, tendo a primeira morte fora da China nas Filipinas. Dos casos externos, apenas sete pacientes, em três países, não tiveram histórico de viagem à China. No Brasil, um caso suspeito está aguardando os resultados dos exames; outros 51 já foram descartados.

Na reunião, a OMS reforçou que a China deve continuar atualizando a população e tomando precauções, assim como os outros países devem manter a vigilância ativa e notificar assim que novos casos forem confirmados.

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Coronavírus causador da Covid-19

Os casos de doença respiratória começaram na cidade de Wuhan, na China, no dia 31 de dezembro, sendo confirmado como uma nova cepa do coronavírus no dia 8 de janeiro. As autoridades chinesas divulgaram o sequenciamento genético do vírus para que os outros países pudessem identificar de forma mais rápida os casos da doença. A OMS fez o primeiro alerta sobre a doença na segunda semana do mês.

A principal suspeita é que uma transmissão animal-humano tenha acontecido no mercado público de animais silvestres e marinhos da cidade chinesa. As investigações para identificar o animal ainda estão acontecendo, mas o mercado foi fechado para inspeção e limpeza.

A disseminação do vírus para outras regiões aconteceu ainda no início do mês, incluindo para os territórios independentes chineses Taiwan, Hong Kong e Macau. Os países que já possuem casos são: Tailândia, Singapura, França, Malásia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Vietnã, Nepal, Austrália, Cambodja, Canadá, Sri Lanka, Alemanha, Emirados Árabes, Finlândia, Filipinas, Índia, Inglaterra, Rússia, Itália, Suíça, Espanha, Bélgica, Egito, Israel, Irã e Líbano.

O Ministério da Saúde divulgou um protocolo para que os profissionais saibam como agir em casos suspeitos, falamos mais detalhadamente aqui no Portal. Os sintomas são os comuns de doenças respiratórias: febre, tosse ou dificuldade para respirar.

O diagnóstico é feito com exames de aspirado de nasofaringe (ANF) ou swabs combinado (nasal/oral) ou também amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado bronca alveolar). O profissional deve realizar duas coletas de amostras e encaminhar para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Uma das amostras será enviada ao Centro Nacional de Influenza (NIC) e outra amostra será enviada para análise de metagenômica. A confirmação acontece quando há detecção do RNA viral.

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Caso suspeito

A definição de caso já havia sido alterada pela OMS na última semana, considerando suspeitos pacientes que tenham viajado para a China, e não apenas Wuhan, nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas ou tenham tido contato próximo a um caso suspeito ou confirmado. Os suspeitos devem ser mantidos em isolamento enquanto os sintomas persistirem. Caso o exame descarte o coronavírus, o paciente pode ser retirado do isolamento, mesmo sem melhora clínica.

A orientação geral da OMS é que os profissionais de saúde e as autoridades divulguem para a população que para se prevenir é necessário fazer ações simples que evitam resfriados comuns, como higiene das mãos, cobrir a boca ao tossir ou espirrar e evitar contato com pessoas suspeitas, além de práticas alimentares seguras.

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Coronavírus

Os coronavírus fazem parte de um grupo de vírus comum entre os animais, mas surtos por transmissão para humanos já aconteceram, como o da SARS, em 2002, e de MERS em 2012. Atualmente, os que são conhecidos e transmitem doenças para humanos são:

Referências bibliográficas:

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