OMS divulga relatório que aponta queda no consumo mundial de tabaco

Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado no último dia 16 de janeiro, mostrou uma queda progressiva no consumo mundial de tabaco.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2022, 1 em cada 5 adultos eram tabagistas, uma diminuição significativa se compararmos com dados do ano 2000, em que o consumo de tabaco era normal entre 1 a cada 3 adultos.

OMS divulga relatório que aponta queda no consumo mundial de tabaco

Medidas para o avanço

De acordo com a OMS, 150 dos países membros da organização têm obtido resultados na diminuição do consumo de tabaco, com destaque para os Países Baixos e para o Brasil, que conseguiram uma redução de 30% e 35%, respectivamente, no número de tabagistas.

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A OMS credita esse sucesso à implementação das medidas presentes na Convenção-Quadro da OMS para Controle do Tabaco, também chamado de MPOWER, sigla formada por cada conjunto de ações que compõem as medidas; Monitor – monitorar o uso de tabaco e políticas de prevenção; Protect – proteger a população contra a fumaça do tabaco; Offer – oferecer ajuda para cessação do fumo; Warn – advertir sobre os perigos do tabaco; Enforce – fazer cumprir as proibições sobre publicidade, promoção e patrocínio; Raise – aumentar os impostos sobre o tabaco.

Para o Dr. Ruediger Krech, Diretor do Departamento de Promoção de Saúde da OMS: “Nos últimos anos foram obtidos bons progressos sobre o controle do tabaco, mas não há tempo para complacência. Estou surpreso com o quão longe a indústria do tabaco irá para buscar lucros às custas de inúmeras vidas. Vemos que no minuto em que um governo pensa que ganhou a luta contra o tabaco, a indústria do tabaco aproveita a oportunidade para manipular as políticas de saúde e vender os seus produtos mortais”.

Cigarros eletrônicos

Ao mesmo tempo em que está entre os países líderes na corrida pela diminuição do consumo de tabaco, o Brasil vê a quantidade de usuários de cigarros eletrônicos crescer. Levantamento realizado pelo instituto de pesquisas IPEC mostrou um aumento de 600% no número de usuários nos últimos seis anos, mesmo com a venda desses dispositivos sendo proibida desde 2009.

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No relatório da OMS, é apontado que o crescimento do consumo de produtos derivados do tabaco por crianças e adolescentes se dá através de novos produtos, como esses dispositivos eletrônicos, com dados mostrando que esse tipo de consumo já atinge 12 milhões de jovens. Para a OMS, esse número é uma estimativa baixa, uma vez que muitos países não geram dados sobre esse tipo de consumo.

Várias sociedades médicas já se posicionaram contra os perigos dos cigarros eletrônicos, afirmando que “o cigarro eletrônico possui altos índices de nicotina e de outras substâncias nocivas em sua composição, causa dependência química e pode levar milhões de pessoas ao adoecimento e à morte”.

Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está realizando Consulta Pública sobre a manutenção da proibição dos cigarros eletrônicos, contribuições podem ser feitas até o dia 9 de fevereiro deste ano. Ela pode ser acessada por este link.

Fórum

Sobre a questão dos cigarros eletrônicos, no dia 27 de fevereiro de 2024, o Conselho Federal de Medicina (CFM) realizará em Brasília, o II Fórum sobre Tabagismo e Cigarro Eletrônico, com o tema “A Tragédia do Cigarro Eletrônico”. As inscrições para acompanhar as palestras já estão abertas e podem ser feitas através deste link.

*Este conteúdo foi revisado pela equipe médica do Portal.

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