Saúde Pública

OMS lança novos parâmetros globais para reduzir em 30% do consumo de sódio até 2025

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou no início deste mês um relatório com dados reunidos de 41 países e definindo novos parâmetros globais para os níveis de sódio em mais de 60 categorias de alimentos que ajudarão os países a reduzir o teor de sódio nos alimentos. A meta é reduzir 30% do consumo de sal do planeta até 2025.

Leia também: Novos rótulos alimentares terão que sinalizar quando houver alto teor de açúcar, sódio e gorduras

Limites diários de sódio

Neste relatório, cada quantidade estipulada está de acordo com a experiência e os hábitos alimentares de diferentes países, entre eles o Brasil, o Reino Unido, a Austrália e os Estados Unidos. Diante desses dados, os especialistas da OMS recomendam que cada indivíduo não ultrapasse o consumo de 5 g de sal — o equivalente a 2 g de sódio. Vale lembrar que uma colher de chá rasa tem cerca de 5 g de sal.

“A maioria das pessoas nem imagina a quantidade de sódio que consome, assim como os riscos que isso representa. Precisamos que os governos estabeleçam políticas para reduzir o consumo de sal e forneçam aos cidadãos as informações necessárias para fazer as escolhas alimentares certas. Também precisamos que a indústria de alimentos e bebidas reduza os níveis de sódio nos alimentos processados. As novas referências da OMS oferecem aos países e à indústria um ponto de partida para revisar e estabelecer políticas para transformar o ambiente alimentar e salvar vidas”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

OMS Global Sodium Benchmarks para diferentes categorias de alimentos

O documento aponta que 11 milhões de indivíduos vêm a óbito anualmente devido a uma dieta pobre em nutrientes, sendo que 3 milhões delas podem ser atribuídas à alta ingestão de sódio.

O relatório ainda destaca que um consumo exagerado de sal eleva a pressão arterial e, consequentemente, o risco de problemas cardiovasculares, que é a principal causa de óbito no planeta (32%) devido a doenças não infecciosas.

Saiba mais: Maior consumo de sódio acontece fora de casa

Além disso, os especialistas que assinam o relatório apontam outros benefícios de uma ingestão controlada de sódio, como a redução da incidência de enfermidades renais crônicas, a obesidade, o câncer de estômago e outras doenças hepáticas.

O abuso do sal também se reflete em sinais do corpo, como sede, hipertensão arterial, inchaço e ganho de peso. Isso acontece porque a substância faz o corpo retenha água para equilibrar a concentração dos íons e deixar o organismo em homeostase.

“A definição das metas globais de sódio é um passo importante para conduzir o progresso na redução do sódio. Elas ajudarão os países a definir as suas políticas nacionais e atuar como base para o diálogo contínuo entre a OMS e o setor privado”, dizem os autores do documento.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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Úrsula Neves

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