Osteoporose: pontos de atenção [podcast]

Neste episódio, Bernardo Campos fala sobre esse distúrbio do metabolismo ósseo que aumenta a fragilidade esquelética e o risco de fraturas.

Este conteúdo foi desenvolvido por médicos, com objetivo de orientar médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde em seu dia a dia profissional. Ele não deve ser utilizado por pessoas que não estejam nestes grupos citados, bem como suas condutas servem como orientações para tomadas de decisão por escolha médica.

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A osteoporose é uma condição caracterizada pela diminuição da densidade mineral óssea, aumentando o risco de fraturas, especialmente em ossos como a coluna vertebral, quadris e punhos. 

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No episódio de hoje, Bernardo Campos, endocrinologista e editor-médico do Whitebook, fala sobre essa condição que afeta que apresenta um maior risco de desenvolvimento em mulheres na pós-menopausa e idosos devido à redução dos níveis hormonais e à perda de massa óssea relacionada à idade.

osteoporose

Anamnese

Quadro clínico: A OMS define osteoporose com base na densitometria óssea (DMO) por absorciometria de raios X de dupla energia (DXA). O risco relativo de fratura aumenta à medida que diminui a DMO.

A osteoporose é assintomática, a menos que ocorra uma fratura.

As fraturas por fragilidade costumam ocorrer por queda da própria altura ou traumas menores, acontecem com maior frequência em idades mais avançadas e são mais comuns em mulheres do que em homens. Classicamente, afetam:

  • Vértebras;
  • Porção distal do rádio;
  • Costelas;
  • Úmero;
  • Colo do fêmur.

Ainda assim, a incidência de todas as fraturas de “não quadril” e “não vertebrais” é numericamente muito maior.

As fraturas do quadril são relacionadas com maior mortalidade, perda de estado funcional e de qualidade de vida.

Fatores de risco: Os mais importantes associados à osteoporose e a fraturas na pós-menopausa incluem:

  • Idade avançada;
  • Sexo feminino;
  • Etnia branca ou oriental;
  • História prévia pessoal e familiar de fratura;
  • DMO do colo de fêmur;
  • Baixo índice de massa corporal (IMC);
  • Uso de glicocorticoide por via oral (≥ 5 mg/dia de Prednisona, por mais de três meses);
  • Uso de drogas como imunossupressores (ex.: ciclosporinas), anticonvulsivantes (ex.: Fenobarbital), Heparina, agentes quimioterápicos, inibidores de aromatase, agonistas e antagonistas de GnRH;
  • Fatores ambientais (tabagismo; ingestão de bebidas alcoólicas ≥ 3 unidades/dia);
  • Sedentarismo;
  • Baixa ingestão de cálcio e vitamina D na dieta;
  • Imobilização prolongada.

Exame físico: Deve-se avaliar equilíbrio, fraqueza muscular, problemas de coordenação motora e de locomoção. Além disso, deve-se procurar deformidades em coluna vertebral como cifose e escoliose acentuadas e avaliar os sinais de osteoporose secundária, a exemplo de bócio ou estigmas de síndrome de Cushing.

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Saiba mais sobre osteoporose conferindo o episódio completo do podcast do Whitebook. Ouça abaixo!

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