Paciente descompensou? ‘Vizinhos’ de leito têm maior risco de descompensar também!

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Você já parou para pensar no que acontece com o resto dos pacientes de uma enfermaria quando um doente tem parada cardíaca ou descompensa? A hipótese levantada por um novo estudo é de que os “vizinhos” de leito tem maior risco de descompensar também!

Para esta análise, pesquisadores em Chicago examinaram retrospectivamente 84 mil pacientes admitidos em 13 enfermarias de 2009 até 2013. Em geral, todos os estabelecimentos tinham 20 leitos, com quatro enfermeiras para cada paciente e uma enfermeira chefe; as equipes médicas consistiam de um especialista e de dois a três residentes.

Foram identificados 4.286 eventos críticos: parada cardíaca em 179 e transferência para UTI em 4.107. Para outros pacientes nas enfermarias, quando ocorreram eventos críticos, a probabilidade de eventos semelhantes nas próximas 6 horas foi maior ([OR] = 1,18), em comparação aos pacientes em alas sem eventos críticos.

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Para múltiplas transferências críticas ou paradas dentro de um período de 6 horas, o risco foi ainda maior para os “vizinhos” de leito ([OR] = 1,53). Resultados semelhantes foram observados para análises de 3 ou 12 horas. As altas hospitalares também foram menos comuns nas 6 horas após um evento crítico.

Você sabia? ‘Risco de C. difficile no paciente internado aumenta quando o ocupante anterior do leito utilizou antibióticos’

Por que isso ocorre? Os pesquisadores explicam: quando uma enfermeira, que geralmente cuida de quatro pessoas, tem um paciente que, de repente, requer atendimento especial, os outros doentes provavelmente não serão vistos com tanta frequência. Esse “nível” mais baixo de atenção pode resultar em descompensação aguda em outros pacientes.

Referências:

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