Imunologia

Pacientes em uso de imunossupressores têm proteção total com a vacina contra a Covid-19?

Tempo de leitura: 2 min.

Pacientes que apresentam doenças reumáticas e musculoesqueléticas em uso de imunossupressores talvez não consigam desenvolver adequadamente imunidade após a segunda dose de vacina contra a Covid-19 com tecnologia de RNA mensageiro

“Embora haja a necessidade de maiores pesquisas, pacientes em uso de imunossupressores devem estar atentos para a possibilidade do não desenvolvimento de imunidade satisfatória mesmo após a segunda dose da vacina contra Covid-19. Medidas de precauções devem ser mantidas e estimuladas nesses  pacientes”, relatou o Dr. Julie Paik médica do Hospital John Hopkins University School of Medicine

Leia também: Top 10 de maio: D-dímero, mucormicose, vacinação contra Covid-19 em gestantes e muito mais

Método da análise

A equipe da Dr. Paik analisou um grupo de 20 pacientes com doença autoimune que não apresentaram anticorpos contra SARS-CoV-2 detectáveis cerca de 30 dias após a segunda dose da vacina (60% Pfizer e  40% Moderna). A maioria dos pacientes eram mulheres brancas em torno de 46 anos de idade. 

Saiba mais: Covid-19: Anvisa alerta que testes para diagnóstico não atestam proteção vacinal

A maioria desses pacientes possuía lúpus eritematoso sistêmico (50%) seguido de miosite (25%) e vasculite (15%) e faziam uso ativamente de imunossupressores da classe dos anticorpos monoclonais (rituximabe) ou drogas antirreumáticas ou faziam manutenção com corticoides na dose de 5 mg diariamente. O fator em comum a todos os pacientes era o uso de drogas que agiam diretamente nos linfócitos o que levaria ao entendimento da resposta não efetiva ao antígeno presente na vacina. 

Conclusão

“O uso de Rituximabe está associado aos piores desfechos em infecções pelo vírus da SARS-CoV-2, e a  maioria dos pacientes relatou o seu uso cerca de 14 dias antes da administração da vacina. Enquanto não se tem outro teste para detecção de novos anticorpos, é necessário que médicos e pacientes que fazem uso dessas medicações estejam cientes da possibilidade de uma prevenção inadequada em resposta a vacina.” 

Autor(a):

Referências bibliográficas: 

Compartilhar
Publicado por
Gabriela Queiroz

Posts recentes

Check-up Semanal: updates sobre a Covid-19, corticoide na influenza, intubação orotraqueal e mais!

No check-up semanal de hoje, confira: updates sobre a Covid-19, corticoide na influenza, intubação orotraqueal…

2 horas atrás

CDC atualiza recomendações sobre isolamento e quarentena na Covid-19. O que dizem os estudos?

O CDC atualizou suas recomendações sobre o isolamento e quarentena na Covid-19, o que vem…

7 horas atrás

Contestando mitos: Cuidados paliativos podem aumentar a sobrevida

Os cuidados paliativos consistem numa abordagem que objetiva aliviar o sofrimento de portadores de doenças…

7 horas atrás

A cirurgia bariátrica diminui o risco de câncer?

Estudo avaliou se submetidos à cirurgia bariátrica possuem uma diminuição da incidência de câncer comparada…

8 horas atrás

Oseltamivir: o que você precisa saber para a prática clínica

O surto de Influenza vivenciado em todo o país durante o começo do ano de…

9 horas atrás

Efeitos do exercício físico sobre a hipertensão arterial resistente

É consenso que a prática rotineira de exercício físico é de grande benefício para o…

10 horas atrás