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Parkinson: nova terapia é capaz de atenuar sintomas

Clínica Médica, Medicina de Família, Neurologia
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Tempo de leitura: 2 minutos.

Uma nova terapia capaz de amenizar os tremores, as dores e a rigidez dos músculos de pacientes com doença de Parkinson está sendo testada no Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica (CEPOF), situado no Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP).

A metodologia envolve a aplicação simultânea de laser e de pressão negativa (sucção dos músculos), utilizando um equipamento desenvolvido primeiramente para procedimentos estéticos.

“Estamos muito surpresos com os resultados preliminares. Todos os dez pacientes submetidos ao procedimento tiveram melhora significativa nas dores, assim como diminuição da rigidez muscular e dos tremores. Embora as células cerebrais que comandam a parte motora continuem a fazer estragos, com a progressiva perda de comando, estamos conseguindo proporcionar um certo bem-estar a esses pacientes, permitindo que eles executem as atividades cotidianas graças a um processo de vascularização e estimulação muscular proporcionado pelo equipamento, na adequada combinação da mecânica de sucção e do bioestímulo do laser”, explicou Vanderlei Bagnato, coordenador do CEPOF, que ressaltou que a terapia ainda em teste não substitui a medicação regular.

Veja também: Parkinson em 2019: 6 novidades sobre a doença

Resultados preliminares foram divulgados recentemente no Journal of Alzheimer’s Disease & Parkinsonism.

O projeto é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), pelo Centro Universitário Central Paulista (Unicep) e pela Universidade de Halle-Wittenberg, na Alemanha.

Nova terapia para Parkinson

O estudo de caso foi realizado com dez pacientes do sexo masculino, de 70 anos, com Parkinson nos estágios iniciais de doença. Foi avaliado o uso combinado e localizado de pressão negativa e fototerapia focada na melhoria das condições de saúde e bem-estar.

Resultados preliminares

O estudo demonstrou que após a intervenção com o tratamento usando fototerapia combinada e terapia com pressão negativa, os pacientes obtiveram uma redução na intensidade da dor muscular, de moderada pré-intervenção a leve pós-intervenção, analisada através de Escala Visual Analógica.

A melhora da dor muscular e na qualidade de vida também foi evidente na pós-intervenção, assim como as habilidades físicas, o sono e as reações emocionais.

Os resultados obtidos mostram que os fatores físicos são importantes e afetam a vida diária de pacientes com Parkinson.

A redução da dor evidenciada no estudo deve-se possivelmente aos efeitos fisiológicos da terapia combinada com pressão negativa com fototerapia no tecido muscular.

Observando esses benefícios, os pacientes relataram melhora de dor na região dorsal do tronco, na coluna cervical e no membro superior esquerdo, desde as primeiras aplicações do protocolo, sendo reduzidas até a sexta aplicação.

Além disso, a ausência do tremor em repouso durante a aplicação do protocolo foi observado, sendo evidente após o término da aplicação, permanecendo em repouso. Com base nesse resultado positivo para um caso controlado, um estudo mais completo está em preparação, com o cadastro de novos voluntários.

A hipótese dos pesquisadores é de que o uso combinado de pressão negativa e da fototerapia localizada contribuiu positivamente para a redução da dor muscular, para a melhoria do sangue circulante, permitindo um melhor suprimento sanguíneo ao metabolismo celular e, consequentemente, a melhoria das habilidades físicas, ajudando na melhor qualidade de vida dos parkinsonianos.

Leia mais: Descubra qual é a relação entre Doença de Parkinson e apendicectomia

Pesquisadores procuram voluntários para o estudo

Pacientes portadores da doença de Parkinson interessados em participar do estudo podem se cadastrar na Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF) do IFSC-USP, que funciona na Santa Casa da Misericórdia de São Carlos, através do número de telefone (16) 3509-1351.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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