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Perda de memória: escolhendo a melhor conduta não farmacológica

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“Doutor, o que posso fazer para melhorar a memória?”, essa é uma pergunta muito comum feita por idosos com declínio cognitivo. Mas, antes dos remédios, quais dicas cotidianas os médicos podem dar para seus pacientes? Foi o que investigou um novo artigo publicado no JAMA Neurology.

Pesquisadores da Mayo Clinic acompanharam 1.929 indivíduos cognitivamente normais (idade média de 77 anos), que participaram de um estudo sobre envelhecimento por quatro anos. Durante esse período, 456 participantes desenvolveram comprometimento cognitivo leve.

No acompanhamento, os pesquisadores observaram que jogar games (HR = 0,78; IC 95%: 0,65 – 0,95), fazer atividades artesanais (HR = 0,72; IC 95%: 0,57 – 0,90), usar o computador (HR = 0,70; IC 95%: 0,57 – 0,85) e as atividades sociais (HR = 0,77; IC 95%: 0,63 – 0,94) foram associadas a um menor risco de problemas de memória e cognitivos.

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Em uma análise estratificada pela apolipoproteína E (ApoE), os dados indicaram que os portadores do gene que se envolveram em atividades mentais estimulantes tinham menos risco de desenvolver um comprometimento cognitivo leve (HR = 0,73; IC 95%: 0,58-0,92).

Pelos resultados, os pesquisadores concluíram que idosos cognitivamente normais que se envolvem em atividades mentalmente estimulantes, mesmo no final da vida, têm menos risco de desenvolver problemas de memória e cognitivos. Com base nesses achados, antes de iniciar o tratamento farmacológico, o médico pode indicar esse tipo de atividade ao paciente e acompanhar os resultados.

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Referências:

  • Association Between Mentally Stimulating Activities in Late Life and the Outcome of Incident Mild Cognitive Impairment, With an Analysis of the APOE ε4 Genotype. Janina Krell-Roesch, PhD1; Prashanthi Vemuri, PhD2; Anna Pink, MD1; et al. JAMA Neurol. Published online January 30, 2017. doi:10.1001/jamaneurol.2016.3822

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