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Pesquisador de Havard é acusado de fraude em pesquisas

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Dr Piero Anversa, um famoso pesquisador formado na Harvard Medical School e no Hospital Brigham and Women, foi acusado de falsificar dados publicados em estudos sobre células-tronco cardíacas. Um total de 31 estudos publicados devem ser recolhidos sob acusação de plágio. O New England Journal of Medicine já publicou uma nota informando que os dados de artigos publicados pelo autor podem não ser confiáveis.

O cientista ficou famoso em 2001, ao divulgar dados de pesquisas sugerindo que o músculo cardíaco danificado poderia ser regenerado com células-tronco. Seu método consistia em retirar células-tronco da medula óssea e injetá-las no coração. Se fosse verdade, a pesquisa teria significado enorme para pacientes em todo o mundo. Embora outros laboratórios não pudessem reproduzir suas descobertas, o trabalho levou à formação de empresas iniciantes para desenvolver novos tratamentos e inspirou um ensaio clínico financiado pelo National Institutes of Health.

Várias pesquisas ao longo desses anos mostravam fracasso em replicar os dados do Dr Anversa. O Dr. Charles Murry, da Universidade de Washington, em Seattle, e seus colegas, chegaram a “levantar uma nota de advertência” sobre a questão quando concluíram que as células tronco não se diferenciavam em células miocárdicas. A Harvard Medical School e o Brigham and Women’s Hospital começaram a revisão das publicações do Dr. Anversa em janeiro de 2013. Autoridades de Harvard se recusaram a comentar por que demorou tanto para agir sobre o trabalho publicado do Dr. Anversa.

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Em 2014, foi feita uma retratação de um estudo publicado na revista Circulation pelo Dr. Anversa, após co-autores escreverem para o periódico dizendo que os dados no artigo não eram dados que eles haviam gerado. O Dr. Anversa deixou Harvard e Brigham and Women’s em 2015.
Apesar das questões preocupantes que foram levantadas sobre o trabalho com células-tronco, o National Heart, Lung and Blood Institute chegou a iniciar um ensaio clínico de células-tronco injetadas para pacientes com insuficiência cardíaca. Além disso, ainda existem empresas que vendem terapia com células-tronco para corações. Diante de toda essa história, a pergunta que persiste é: como uma linha questionável de pesquisa persistiu por tanto tempo?

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Autor:

Dayanna de Oliveira Quintanilha

Médica no Hospital Naval Marcílio Dias ⦁ Residência em Clínica Médica na UFF ⦁ Graduação em Medicina pela UFF ⦁ Contato: dayquintan@hotmail.com

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