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Pesquisadores desenvolvem sensor não invasivo que detecta substâncias no suor.

Pesquisadores desenvolvem sensor não invasivo que detecta substâncias no suor

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Você sabia que o suor pode dizer muito sobre a nossa saúde? Isso porque um sensor vestível, impresso em nanocelulose microbiana, pode fazer uma leitura da nossa saúde através da transpiração. A tecnologia funciona como um sensor não invasivo de amostras para o monitoramento de doenças, como o diabetes, além de realizar o controle hormonal.

O sensor é pequeno, menor do que a tampa de uma canela, tão fino quanto um papel de seda, mas que promete revolucionar a forma de diagnosticar e acompanhar e evolução de algumas doenças.

Desenvolvido pelos pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, no interior do estado, o sensor pode ser colocado sobre a pele como se fosse um adesivo.

O projeto está sendo realizado em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), do campus de Araraquara; Universidade de Araraquara (Uniara); Universidade de Campinas (Unicamp) e Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), em Campinas.

Leia também: Tecnologias em terapia intensiva: o que há de novo?

Funcionamento do sensor

Além do sangue, da urina e das fezes, o suor também pode ser utilizado pelos médicos para a realização de exames de rotina. É essa a proposta dos pesquisadores de Campinas e região.

O sensor de nanocelulose pode fazer uma leitura da saúde do paciente a partir da transpiração, ajudando a dar respostas importantes, como os níveis de hormônio femininos, de glicose, de ácido úrico e alguns metais.

Segundo os pesquisadores, este sensor vestível é um polímero 100% natural produzido a partir de bactérias do açúcar.

“Conseguimos obter uma membrana biocompatível com a nossa pele, evitando reações de alergia, de rejeição da pele com relação ao dispositivo”, explicou Paulo Augusto Raymundo Pereira, pesquisador do Instituto de Física de São Carlos, em entrevista ao Portal G1.

Medicina individualizada

O pesquisador aderiu o sensor à pela para mostrar que é aderente, sendo possível colocá-lo até nas dobras do corpo sem sair. Com o uso de cabos, as informações chegam ao computador.

“A inteligência artificial vai nos ajudar a combinar diversas informações a respeito do nosso estado de saúde, como se o indivíduo é homem ou mulher, a idade, a região onde ele mora”, afirmou o pesquisador.

A endocrinologista Thais Cotrim avalia como positiva a criação de novas formas de diagnóstico, ainda mais não sendo técnicas invasivas.

“Seria muito interessante não somente para detecção, mas para o segmento em tempo real fazendo o paciente entrar em contato com o médico para dar a devida conduta naquele momento de uma forma mais confortável”, disse a médica, em entrevista ao Portal G1.

Com a pesquisa, há possibilidade de juntar diagnóstico e terapia ao mesmo tempo. “Ou seja, nós podemos com o mesmo dispositivo fazer o diagnóstico de uma certa condição de saúde e, ao mesmo tempo, aplicar o medicamento que vai resolver aquele problema que foi detectado”, esclarece o professor Osvaldo Novais de Oliveira Júnior, do IFSC /USP.

Saiba mais: Tecnologias que ampliaram o acesso a tratamentos e diagnósticos no Brasil: Telemedicina

Tecnologia não invasiva traz benefícios

Um estudo realizado pelo Laboratório Abbott com 7 mil brasileiros diabéticos que utilizam um sistema de monitoramento de glicose sem a necessidade de agulhadas por até 14 dias mostrou que a tecnologia não invasiva traz benefícios para o controle e o tratamento da enfermidade.

Houve um aumento da checagem diária (13,6 vezes em média), que ficou três vezes acima do recomendado pelas diretrizes internacionais. A hipoglicemia dos pacientes reduziu até 26%, e o tempo que eles ficaram com a glicemia acima de 180 mg/dL diminuiu para 31%.

O sistema de testagem é composto por um pequeno sensor, que capta os níveis de glicose no líquido intersticial. Já o leitor é scaneado sobre o sensor, indicando o valor da glicose medida em questão de segundos.

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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