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Pneumocistose: corticoides trazem benefício no tratamento do paciente sem HIV?

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Evidências indicam que a adição precoce de corticosteroides no tratamento da pneumonia por Pneumocystis jirovecii (pneumocistose) em indivíduos infectados pelo HIV pode melhorar os desfechos do paciente. No entanto, ainda não está claro se o mesmo vale para indivíduos sem HIV. A revista CHEST publicou em abril um artigo que aborda essa questão.

Nesse estudo de coorte retrospectivo, pesquisadores incluiram 323 pacientes hospitalizados com pneumonia por P. jirovecii, sem HIV, admitidos na Mayo Clinic entre 2006 a 2016. Destes, 258 receberam corticosteroides adjuvantes precocemente (em até 48 horas, continuando por 7 dias). Sulfametoxazol + trimetoprima foi o tratamento de escolha em 93% dos casos. A mudança na pontuação no componente respiratório do escore SOFA (SOFAresp) foi comparado entre os indivíduos.

LEIA MAIS: Vale a pena fazer profilaxia de pneumocistose em imunossuprimidos com doenças reumáticas?

Resultados

A mediana de idade dos participantes foi de 65 anos; 63% eram do sexo masculino. Após ajustes, a administração precoce de corticosteroides foi associada a menor melhora no SOFAresp no 5º dia em comparação com nenhum corticosteroide. A mortalidade geral em 30 dias foi de 22,9% (IC 95%: 18,2 a 27,4). Não foram observadas diferenças significativas na mortalidade, tempo de internação, internação na UTI ou necessidade de ventilação mecânica entre os participantes.

Pelos achados, os pesquisadores concluíram que a adição precoce de corticosteroides ao tratamento da pneumonia por P. jirovecii em pacientes sem HIV não foi associada a melhores desfechos respiratórios.

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

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