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Acne: podemos usar terapias a base de luz para o tratamento?

Tempo de leitura: 2 minutos.

A acne é uma doença inflamatória crônica, mediada por hormônios e pelo sistema imunológico, com alta prevalência (variação de 70-95%), especialmente entre os adolescentes. A acne afeta a qualidade de vida e a saúde psicológica dos indivíduos e tem como complicação principal a formação de cicatrizes permanentes.

Existem várias modalidades terapêuticas disponíveis para os diversos tipos de acne, sendo o seu tratamento um desafio na área da dermatologia. Dentre os principais, podemos encontrar: medicamentos tópicos, antibióticos orais e isotretinoína.

Além disso, inúmeros procedimentos dermatológicos estão disponíveis para o tratamento das cicatrizes, que podem ser formadas na evolução da doença. Recentemente, uma ampla gama de terapias a base de luz de diferentes comprimentos de onda, doses e/ou substâncias ativas estão sendo estudadas com o objetivo de tratar com segurança e eficácia a acne.

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Contudo, um artigo de revisão sobre o tema, publicado na JAMA Dermatology, demonstrou que ainda não há evidências suficientes que assegurem a eficácia dessa modalidade terapêutica. A terapia fotodinâmica de luz vermelha com metilaminolevulinato (MAL), a forma esterificada do ácido aminolevulínico, foi o único tratamento associado com redução no número de lesões com inflamação e na melhora global de pacientes com acne moderada a severa. Entretanto, os autores desse artigo ainda não recomendam que essa doença seja tratada com terapia fotodinâmica. Estudos que identifiquem os mecanismos biológicos de ação da luz vermelha associado ao MAL no combate a acne ainda são necessários.

As evidências que existem na literatura não estão bem estruturadas, e por isso, são inconclusivas. Segundo essa revisão da JAMA Dermatology, são necessários também novos estudos que façam comparações uniformizadas (com outras terapias, com placebo ou sem outra forma de tratamento), que utilizem instrumentos de medidas validados, e que façam longos períodos de follow-up. Além disso, é necessário relato adequado dos efeitos adversos dessa terapia, especialmente os mais intensos, como formação de cicatrizes e bolhas.

Autor:

Referência:

Posadzki P, Car J. Light therapies for acne. JAMA Dermatol. 2018.

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