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Pólipo após colonoscopia, e agora?

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O achado de pólipo após colonoscopia sem dúvida é um assunto que gera bastante discussão e com algumas divergências entre os especialistas. Também é importante explicitar que há uma gama de tipo de pólipos e normalmente os do tipo adenomatosos são os que requerem atenção especial visto que sua evolução para adenocarcinoma de cólon é uma questão temporal.

Para tentar ajudar na resposta de quanto tempo após uma ressecção de pólipo deve-se repetir a colonoscopia, uma força tarefa buscou artigos que justifiquem assumir uma conduta com maior embasamento e atualização das recomendações previamente publicadas.

Leia também: Pólipos e polipose gastrointestinais na infância: manejo endoscópico e cirúrgico

Paciente descobre pólipo após colonoscopia

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Método do estudo

Foram levantados na literatura 2002 artigo e destes 138, foram analisados profundamente e os achados foram apresentados como recomendações sobre os diferentes tipos de achados.

Os pólipos menores que 10mm possuem uma menor taxa de progressão e, portanto, os intervalos entre as colonoscopias foram ampliados sendo aqueles com 1 ou 2 pólipos totalmente ressecados repetir a colono entre 7-10 anos (anteriormente 5-10 anos) e os com 3-4 pólipos ressecados repetir em 3-5 anos (anteriormente 3 anos).  Quando há um número maior  5 a 10 pólipos totalmente ressecados a recomendação continua a ser 3 anos.

Pólipos maiores que 10mm requerem um acompanhamento mais restrito e os dados encontrados  reforçam a recomendação anterior que a colonoscopia deve ser realizada em 3 anos.

O tipo de técnica utilizada na ressecção também é bastante relevante e quando se utiliza piecemeal há uma taxa de 20% de recidiva e quando ressecada em bloco a taxa é de 3%.  Interessante notar que 96% das recidivas foram detectadas em 6 meses e portanto os adenomas sesseis maiores que 20 mm ressecados por esta técnica devem ter uma colonoscopia de controle em 6 meses.

Saiba mais: Pólipos intestinais: quando e como prosseguir a investigação

A colonoscopia não é um exame isento de riscos, e diversas etapas do exame podem apresentar complicações (preparo, sedação, perfurações) e aqueles pacientes com pólipo pequeno apesar de possuírem um maior risco de câncer cólon retal que a população geral, o risco continua baixo e, portanto, não há necessidade de exames tão próximos.

O aumento de casos de pacientes menores que 50 anos com câncer cólon retal, assim como as complicações em pacientes maiores que 75, acendem a discussão de quando começar e até quando continuar o screening de câncer cólon retal, especialmente nos pacientes com história familiar e naqueles com pólipo previamente diagnosticado.

Para levar para casa

A incidência de câncer cólon retal tem elevado nos últimos anos e os programas de screening são fundamentais para a profilaxia primaria e secundária. Tão importante quanto realizar a colonoscopia é saber fazer o seguimento com o resultado encontrado não expondo o paciente a riscos seja pela solicitação de exames em demasia ou pelo atraso da solicitação de colonoscopia. O especialista também deve ser capaz de personalizar estas recomendações e adotar a melhor conduta para o seu paciente.

Autor(a):

Referências bibliográficas:

  • Zhang C, Cifu AS, Patel A. Recommendations for Follow-up Colonoscopy After Polypectomy. JAMA. 2020;324(21):2208–2209. doi:10.1001/jama.2020.15001

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