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Prescrição eletrônica pode prevenir erros de medicações?

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Tempo de leitura: 3 minutos.

Pesquisas comprovam que 68% dos erros relacionados à medicação ocorrem pela incompreensão da grafia do médico prescrita no receituário. Esse dado é da KLAS, empresa de pesquisas britânica voltada para área da saúde e tecnologia. Além disso, outras estatísticas mostram que 39% dos erros médicos associados à medicação acontecem no momento da prescrição.

Uma outra pesquisa mais alarmante, realizada em 1985 pelos estudantes do curso de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), evidencia o tamanho do problema. Foi produzida uma receita médica com três drogas inventadas, nome e assinatura de um médico fictício. Tudo ilegível, simulando uma receita escrita à mão.

Fingindo ser um paciente, os estudantes foram a mais de 40 farmácias e apresentaram a receita médica falsificada. Resultado: 47 unidades de 17 drogas diferentes (de antibióticos a vitaminas) foram vendidas. Nenhuma farmácia recusou a receita médica falsificada.

“É preciso se certificar de que os pacientes entenderam tudo o que está escrito no receituário. É necessário explicar corretamente e com letra legível quando, como e qual a dosagem a ser ingerida, se existe o risco de reação alérgica ou se determinado medicamento pode ser ingerido juntamente com algum outro líquido além de água mineral. O problema pode ser tão grave quanto às preocupantes infecções hospitalares, que matam muitos pacientes”, alerta o médico Rafael de Negreiros Ribeiro Moraes, residente em clínica médica e dermatologia, e CMIO (Chief Medical Information Officer) da Memed.

Leia também: Novas informações podem ajudar a prevenir erros médicos

Erros de medicação

Os erros de medicação podem ocorrer em várias etapas no atendimento ao paciente, desde a prescrição do medicamento até o momento em que o mesmo recebe o medicamento. Em geral, os erros de medicação ocorrem em um destes pontos:

  • Prescrição;
  • Documentação;
  • Transcrição;
  • Dispensação;
  • Administração;
  • Monitoramento.

Os erros são mais comuns na fase de prescrição. Os erros típicos incluem o profissional de saúde prescrevendo a droga, via de administração, dose ou frequência incorretas. Esses erros, que fazem parte da etapa de prescrição, são responsáveis por quase 50% dos erros de medicação. Os dados mostram que enfermeiros e farmacêuticos identificam entre 30% e 70% dos erros de prescrição.

Prescrições com escrita ilegível, ambíguas ou incompletas, contendo nomes de medicamentos com grafia ou som semelhantes, utilização de zeros de forma inadequada, pontos, decimais e abreviaturas estão frequentemente relacionadas aos erros de medicação.

Leia mais: Prescrição médica: orientações de como fazer

“Para se ter uma ideia, uma prescrição de “5U” de insulina lispro foi erroneamente interpretada como “50” unidades. O paciente apresentou parada cardiorrespiratória após administração da sobredose, vindo a óbito uma semana depois”, relata o médico.

A letra ilegível já se tornou um problema tão impactante que o Institute of Safe Medication Practices recomendou a eliminação completa de pedidos e prescrições manuscritas.

Prescrição médica eletrônica

Segundo o médico Rafael Moraes, uma ferramenta inteligente de prescrição digital pode atuar solucionando (ou minimizando) cada um dos fatores anteriormente mencionados:

  • Garantir ao médico que seu plano terapêutico foi lido e compreendido pelo paciente e demais profissionais de saúde envolvidos na cadeia (enfermeiros e farmacêuticos);
  • Fornecer um sistema de apoio à decisão clínica que auxilia os médicos no momento do atendimento. Esse recurso garante o acesso às melhores práticas evidenciadas pela literatura, possibilitando ao médico optar pelo plano terapêutico mais indicado e seguro para seu paciente (embasamento científico);
  • Emitir alertas de possíveis interações medicamentosas e alergias em “tempo real”, fornecendo assim, uma camada ainda maior de segurança no momento de realização da prescrição.

Dessa forma, a prescrição eletrônica acaba por impactar positivamente não somente a etapa da prescrição propriamente dita, mas também as demais.

“Podemos citar outros benefícios como posologias automáticas, protocolos para doenças mais comuns na prática clínica, histórico de prescrições prévias e a separação inteligente das drogas segundo a via de receituário correta. Todas essas vantagens conferem dinamismo, diminuem a burocracia e economizam tempo”, explica Rafael Moraes.

Além disso, o médico pode utilizar o recurso de envio programado de diferentes tipos de conteúdo para o seu paciente de acordo com um diagnóstico específico (mensagens de texto, vídeos, imagens ou somente áudios). Essa continuidade do relacionamento na pós-consulta aumenta a percepção de autoridade do médico e evita os danos causados pelas pesquisas em fontes inadequadas na internet que os pacientes têm o hábito de fazer antes e após as consultas.

O sistema do prontuário médico também realiza a identificação do tratamento proposto e verifica se está de acordo com os protocolos clínicos adotados pela instituição de saúde.

Atentas às essas necessidades, empresas do setor vêm desenvolvendo soluções que facilitam esse tipo de fluxo, auxiliando o médico a adequar a sua conduta a conduta esperada da instituição em que trabalha.

Confira outras matérias: Confecção de atestados médicos: erros, dúvidas e dilemas

A prescrição no futuro

A expectativa é que a prescrição médica eletrônica seja regulamentada em 2020 pelo Conselho Federal de Farmácias (CFF).

Na cidade de Votuporanga, em São Paulo, por exemplo, 100% das farmácias já utilizam o Sistema Brasileiro de Farmácia, batizado com a sigla API Sibrafar. Usando essa plataforma, os farmacêuticos têm controle total da dispensação, pois são eles que concedem e escalonam a permissão de seus auxiliares para o acesso ao sistema.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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Referências bibliográficas:

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