Saúde Pública

Primeira unidade da Universidade de Oxford nas Américas será construída no Brasil

Tempo de leitura: 3 min.

Em uma parceria inédita entre o Ministério da Saúde e a Universidade de Oxford, o Brasil terá a sua primeira unidade na renomada instituição de ensino britânica. A previsão é que a inauguração seja realizada até o ano que vem.

A medida foi celebrada com a assinatura, no dia 27 de outubro, de um termo de compromisso entre o Ministério da Saúde e a instituição inglesa.

Universidade de Oxford no Brasil

A unidade – a primeira do tipo desenvolvida por Oxford nas Américas – vai priorizar o desenvolvimento de novos medicamentos e vacinas para impulsionar a pesquisa contínua em saúde humana. Também se concentrará no treinamento de uma nova geração de pesquisadores clínicos, oferecendo bolsas de mestrado, doutorado e cursos em doenças infecciosas, desenvolvimento clínico e vacinologia.

“Agradeço a oportunidade de assinar esse termo de compromisso. Ele é um aceno para o futuro, para a formação de pesquisadores que poderão construir um sistema de saúde mais eficiente e mais sólido, com capacidade de atender aos brasileiros com uma qualidade cada vez maior”, disse o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, durante o evento.

O governo da Inglaterra apoia o estabelecimento de um centro colaborativo Oxford-Brasil para pesquisa e treinamento no Brasil, enquanto outras instituições de prestígio, como o Instituto de Saúde Global da Universidade de Siena e o Instituto Internacional de Vacinas na Coréia do Sul também são parceiras.

O Instituto Nacional de Cardiologia (INC), no Rio de Janeiro, é um potencial candidato para sediar as atividades de pesquisa no país.

Fiocruz e AstraZeneca assumem compromisso para aquisição de IFA

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em cerimônia realizada na sede da AstraZeneca, em Cambridge, na Inglaterra, no dia 28 de outubro, uma declaração conjunta de compromisso para aquisição de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) visando à produção de 60 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para compor as entregas da fundação em 2022.

O compromisso firmado pelas instituições visa garantir uma ampla disponibilidade de doses da vacina ainda no primeiro semestre de 2022. Com a garantia do insumo importado, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) terá condições de entregar 120 milhões de doses de janeiro a junho do ano que vem.

A parceria internacional para o desenvolvimento de vacinas foi essencial para o enfrentamento da pandemia no Brasil, sendo uma das prioridades do Governo Federal. A transferência de tecnologia entre a Astrazeneca e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é um passo importante para garantir a autossuficiência do país na produção de imunizantes contra a Covid-19.

“A Fiocruz está buscando se antecipar aos possíveis cenários de evolução da pandemia para atender às demandas do Ministério da Saúde e da sociedade brasileira e a garantia desse IFA no início do ano que vem nos permitirá essa flexibilidade. Hoje, mais uma vez, contamos com a parceria da AstraZeneca, uma parceria que vem se fortalecendo e se expandindo inclusive para o enfrentamento de outros agravos”, comenta a presidente da Fundação, Nísia Trindade Lima.

Leia também: Anvisa autoriza produção de insumo da vacina AstraZeneca pela Fiocruz

Durante a visita, a presidente da Fiocruz e o presidente da AstraZeneca Brasil, Carlos Sánchez-Luis também assinaram uma carta de intenções que visa uma futura parceria entre a instituição britânica e o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) no enfrentamento de outras doenças, como diabetes, doença renal crônica e insuficiência cardíaca.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

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Publicado por
Úrsula Neves

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