Ginecologia e Obstetrícia

Quais elementos são significativos para reduzir a lesão obstétrica do esfíncter anal?

Tempo de leitura: 2 min.

A lesão obstétrica do esfíncter anal é algo muito preocupante para o obstetra e gestante. Afinal, diminui a qualidade de vida e aumenta a morbidade após o parto. Além disso, é uma experiência negativa de parto, que acarreta transtornos psicológicos na mãe, e posteriormente, pode afetar o bebê.

Pensando nisso, integrantes do departamento de obstetrícia de um hospital referência em partos na Dinamarca realizaram um estudo prospectivo com um número de 10.383 partos vaginais. O objetivo foi responder a seguinte pergunta: quais elementos são significativos para reduzir a lesão obstétrica do esfíncter anal?

Lesão obstétrica do esfíncter anal

Indo na contramão das últimas diretrizes sobre assistência do período expulsivo, este artigo dinamarquês de 2021 mostra que a manobra de apoiar a cabeça do bebê com uma mão e proteger o períneo com outra diminui a lesão obstétrica do esfíncter anal, quando comparado com o famoso “hands off”.

A posição de cócoras junto com a não realização do apoio com as mãos do períneo, aumenta a chance de laceração perineal devido o estiramento das fibras musculares.

Leia também: Mulheres obesas enfrentam mais riscos de hemorragia pós-parto

Sendo assim, devemos repensar a assistência prestada no período expulsivo, além de disseminar informação que realmente empodere e ajude as gestantes no parto vaginal. Algo muito valioso para essas pacientes e que comprovadamente ajuda a manutenção do períneo íntegro é a realização de fisioterapia pélvica durante a gestação e seu suporte no trabalho de parto e puerpério.

O trabalho multidisciplinar junto com evidências científicas e respeito a paciente e sua família são essenciais para uma experiência positiva de parto e um aumento na chance de um períneo íntegro.

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Referência bibliográfica:

  • Rasmussen, O.B., Yding, A., Andersen, C.S. et al. Which elements were significant in reducing obstetric anal sphincter injury? A prospective follow-up study. BMC Pregnancy Childbirth 21, 781 (2021). https://doi.org/10.1186/s12884-021-04260-z
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Publicado por
Letícia Suzano Lelis Bellusci

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