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Quais os fármacos mais eficazes para tratamento do status epilepticus?

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O status epilepticus é uma emergência médica que requer avaliação e tratamento imediatos. Considerando a necessidade de avaliação e intervenções rápidas, uma definição prática consiste em ≥ 5 minutos de convulsões contínuas ou ≥ 2 crises entre as quais não há recuperação completa da consciência.

médico em terapia intensiva com prontuário de paciente com status epilepticus

Status epilepticus

A maioria dos casos em adultos ocorre devido a uma lesão cerebral estrutural subjacente ou a um distúrbio tóxico/metabólico. Muitos episódios provêm da combinação de uma lesão anterior e um novo fator estressor, seja ele metabólico, infeccioso ou farmacológico sobreposto, como uremia ou ajuste de medicação.

O status epilepticus também surge comumente em pacientes com um diagnóstico estabelecido de epilepsia idiopática. O diagnóstico é clínico e deve ser tratado imediatamente; não é necessário aguardar uma eletroencefalograma (EEG).

O manejo inicial é dividido em três fases: avaliação e tratamento de suporte; terapia farmacológica inicial com benzodiazepínico; e terapia urgente que alcança controle a longo prazo usando um medicamento anti-convulsivo não benzodiazepínico, como a fosfenitoína, levetiracetam ou valproato. Apesar do tratamento inicial, aproximadamente 20% dos pacientes desenvolvem status refratário e necessitam de terapia adicional.

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Será que essas drogas são igualmente seguras e eficazes no tratamento de pacientes com essa condição?

Estudo publicado em novembro de 2019 na New England Journal of Medicine, avaliou o uso destas três drogas (levetiracetam, fosfenitoína ou valproato), onde mais de 380 crianças e adultos foram randomizados para recebê-las quando chegassem no departamento de emergência em status.

Os autores esperavam determinar qual dos medicamentos anticonvulsivantes era mais eficaz para interromper as convulsões e melhorar o nível de resposta do paciente dentro de 60 minutos após a administração da medicação.

Os resultados mostraram que os três medicamentos interromperam as convulsões e melhoraram a capacidade de resposta em aproximadamente metade dos participantes do estudo. Especificamente, esses benefícios foram observados em 47% dos indivíduos no grupo levetiracetam, em 45% dos participantes no grupo fosfenitoína e em 46% dos indivíduos no grupo valproato. Essas diferenças não foram estatisticamente significativas e não houve diferenças nos efeitos colaterais entre os medicamentos.

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Pesquisas adicionais são necessárias para prevenir o status epilepticus refratário e para encontrar opções de tratamento para os pacientes cujas crises não respondem aos três medicamentos investigados neste estudo.

Autor:

Referências bibliográficas:

  • Jaideep Kapur, M.B., B.S., Ph.D e al. Randomized Trial of Three Anticonvulsant Medications for Status Epilepticus. N Engl J Med 2019; 381:2103-2113. DOI: 10.1056/NEJMoa1905795

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