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Quais os riscos em crianças com convulsões febris após vacinação?

Tempo de leitura: 2 min.

Segundo o estudo Developmental outcomes following vaccine-proximate febrile seizures in children, de Lucy Deng e colaboradores, crianças que sofreram convulsões febris após vacinação não apresentaram risco aumentado de problemas comportamentais ou de desenvolvimento. O estudo foi publicado no jornal Neurology.

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Características do estudo

Deng e colegas conduziram um estudo de coorte prospectivo em quatro hospitais pediátricos terciários na Austrália. O objetivo dos pesquisadores foi comparar os resultados comportamentais e de desenvolvimento de crianças com convulsão febril (febrile seizures – FS) inicial próxima à vacina (vaccine-proximate – VP) àquelas “não VP-FS” (NVP-FS) e controles que não tiveram uma convulsão.

Foram recrutados pacientes pediátricos com sua primeira convulsão febril antes dos 30 meses de idade, no período entre maio de 2013 e abril de 2016. As crianças foram divididas em VP-FS e NVP-FS. Crianças com idade semelhante e sem histórico de convulsões foram recrutadas como controles.

A escala Bayley Scales of Infant and Toddler Development, Third Edition (Bayley-III) foi aplicada nos participantes com convulsão febril 12 a 24 meses após o episódio inicial e a controles com 12 a 42 meses de idade no momento da avaliação. O desfecho primário foi o escore cognitivo de Bayley-III. As habilidades pré-acadêmicas das crianças foram avaliadas com o Woodcock-Johnson Tests of Achievement, Third Edition, e seu comportamento e funcionamento executivo foram obtidos através de questionários realizados com os pais.

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Achados

Os pesquisadores descreveram que não houve diferenças significativas entre os grupos em seus escores cognitivos, de linguagem, motores, socioemocionais ou de função adaptativa geral. Além disso, não houve diferença significativa na habilidade pré-acadêmica, na função executiva ou nos problemas emocionais ou comportamentais entre os três grupos.

Conclusão sobre convulsões após vacinação

Deng e equipe concluíram que o estudo demonstrou resultados comportamentais e de desenvolvimento favoráveis em crianças após VP-FS. Ter um VP-FS não afetou significativamente a função cognitiva 12 a 24 meses após a convulsão febril inicial em comparação às crianças NVP-FS ou aos controles, fornecendo garantias aos pediatras e aos pais sobre os resultados do desenvolvimento de um bem reconhecido evento adverso após a imunização, embora relativamente incomum.

De acordo com os pesquisadores, as vacinas contra sarampo são as vacinas mais comumente associadas à convulsão febril. No entanto, Deng e colaboradores destacaram que, em um momento em que existe um ressurgimento do sarampo, esses achados são particularmente importantes para tranquilizar os pais e provedores sobre a segurança das vacinas e aprimorar os conhecimentos sobre imunização e a confiança no perfil benefício-risco da vacinação. No Brasil, o Ministério da Saúde divulgou que, entre as semanas epidemiológicas 01 a 21 de 2020 (29/12/2019 a 23/05/2020),10.025 casos de sarampo foram notificados. Destes, 3.629 (36,2%) foram confirmados, 3.310 (33,0%) foram descartados e 3.086 (30,8%) estavam em investigação.

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Referências bibliográficas:

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Publicado por
Roberta Esteves Vieira de Castro

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