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Quais são os limites do marketing médico?

Tempo de leitura: 3 minutos.

O mercado está cada vez mais concorrido, e com a área da medicina isso também não é diferente. Hoje as pessoas buscam maiores informações sobre os profissionais antes de agendar uma consulta com um médico, buscando indicações ou um profissional que seja referência na sua área de atuação.

Dessa forma, as redes sociais são ferramentas importantes para gerar tanto a atração de novos pacientes, como também fidelizar os pacientes para retornarem à sua clínica.

O marketing não é uma área muito abordada durante a formação dos profissionais da área da saúde. E o seu uso pode gerar algumas dúvidas sobre o que pode e o que não pode ser realizado nas mídias digitais, como Facebook, Instagram, Youtube e Linkedln.

Quer saber os limites do marketing médico? Continue nesse artigo que vamos mostrar tudo o que o CFM diz sobre o assunto.

O que é o marketing médico?

O marketing médico tem como principal finalidade divulgar todos os serviços oferecidos ao paciente, enfatizando os diferenciais do profissional e proporcionando a melhor experiência de atendimento quando o paciente está na clínica.

É importante ressaltar que antes de iniciar qualquer estratégia de marketing médico é essencial conhecer o seu público-alvo, ou seja, o profissional precisa entender realmente qual é o perfil dos pacientes que atende.

Dessa forma toda a comunicação será direcionada para essas pessoas, gerando identificação e consequentemente maior possibilidade desses pacientes entrarem em contato com você para agendar uma consulta ou até mesmo marcar um retorno.

Toda a prática do marketing médico é regulada pelo Conselho Federal de Medicina, e assim a comunicação não pode ser semelhante à praticada por empresas da indústria, por exemplo. A estratégia de marketing precisa ser centralizada na ética e respeitando as exigências do CFM.

Confira os 5 erros que você precisa evitar no momento da divulgação para não prejudicar todo o seu trabalho realizado até o momento.

1. Anunciar uma especialidade que você não possui

É totalmente proibido e considerado antiético pelo Conselho Federal de Medicina anunciar um tipo de especialidade na qual você não possui conhecimentos.

Além de ser proibido os anúncios dessa “especialidade”, não é permitido uma comunicação indireta, ou seja, não se pode deixar “brechas” para que os pacientes entendam que você atende em determinada área da medicina.

A comunicação sobre determinada área de atuação só é permitida para os profissionais que possuem especializações em áreas e funções reconhecidas pelo CFM.

2. Ter seu nome envolvido em anúncios de marcas

O regulamento de marketing médico não permite também que o médico participe de anúncios de produtos ou marcas, mostrando os seus benefícios ou vantagens.

Essa proibição também se aplica para as propagandas enganosas, entidades sindicais e associações médicas.

3. Anunciar equipamentos como forma de mostrar sucesso

O investimento realizado em uma clínica realmente pode ser muito alto, principalmente se levarmos em consideração os diversos tipos de equipamentos existentes no mercado com cada vez mais tecnologia.

E após realizar todo esse investimento na clínica, você pode ter uma enorme vontade de divulgá-lo.

No entanto, essa prática é proibida pelo CFM, não sendo permitido a sua divulgação através das redes sociais.

Uma alternativa bastante interessante que você pode aplicar é o inbound marketing, ou seja, você pode elaborar conteúdos que mostram a importância desses equipamentos para o diagnóstico, tratamento dos pacientes no seu blog ou no blog da clínica.

4. Exibir fotos de pacientes

Algo que é bastante utilizado nas redes sociais, são as famosas fotos de “Antes” e “Depois”, mas é importantíssimo mencionar que essa prática não é aceita pelo CFM, podendo gerar penalizações.

Mas e se o paciente permitir o uso dessas fotos? Mesmo assim, o seu uso é proibido pelo regulamento de marketing médico.

O motivo desse tipo de ação ser proibida pelo CFM é que os pacientes não podem estar expostos com o objetivo de divulgar o profissional e/ou seus serviços.

5. Consultar, diagnosticar ou prescrever à distância

A utilização de redes sociais como forma de exercer a medicina também é proibida. As redes sociais podem ser utilizadas como forma de divulgar o seu serviço e se comunicar com pacientes, mas não devem ser utilizadas para realizar atendimentos.

O Whatsapp, por exemplo, pode ser utilizado como uma ferramenta para facilitar o agendamento, mas não pode ser utilizado para realizar consultas e prescrições de pacientes.

A relação entre médico e paciente deve ser realizada de forma pessoal, em um ambiente com condições adequadas e com todos os equipamentos necessários.

Quer saber a lista completa de todas as exigências do CFM quanto ao marketing médico? Confira o Manual de Publicidade Médica.

O marketing médico é uma ótima estratégia que pode trazer ainda mais sucesso para a sua clínica, mas deve ser realizada de forma adequada.

Quer colocar em prática e divulgar a sua clínica na internet? Confira esse material completo sobre as redes sociais e aplique agora mesmo.

Sobre o autor:

Felipe Lourenço

Felipe Lourenço é especialista em Informática e Gestão em Saúde pela Universidade de São Paulo (USP). É co-founder & CEO do iClinic, um software online de gestão que organiza as informações de clínicas e consultórios de maneira simples e intuitiva, tornando os processos mais inteligentes e produtivos.

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