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Qual método usar para rastrear FA no AVC isquêmico?

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A fibrilação atrial (FA) muitas vezes permanece não diagnosticada em pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi) agudo. Em um novo estudo, pesquisadores investigaram se um monitoramento aumentado e prolongado é mais eficaz para o rastreio do que o método padrão.

Para o estudo, pesquisadores da Alemanha randomizaram 400 pacientes (idade > 60) a 10 dias de monitoramento com o dispositivo Holter em três pontos de tempo após um AVCi (baseline, 3 meses e 6 meses) ou para monitoramento padrão (≥ 24h com Holter ou monitoramento com telemetria).

Veja também: ‘Controle da pressão arterial no AVC agudo: o que precisamos saber’

Pacientes com estenose da carótida severa, ipsilateral ou intracraniana ou diagnóstico prévio de FA foram excluídos. O desfecho primário foi a detecção de FA ou flutter atrial com duração ≥ a 30 segundos.

Após 6 meses, detectou-se FA em 14% dos pacientes no grupo de monitoramento intensificado versus 5% no grupo de controle (diferença absoluta: 9,0%; intervalo de confiança [IC] de 95%: 4 – 14,5; p = 0,002).

O tempo médio entre o início do estudo e a detecção de FA foi semelhante nos dois grupos (33 dias versus 36 dias no de controle). Entre os 25 pacientes com FA detectados por monitoramento prolongado, 18 foram observados no primeiro período de registro do Holter, 6 no segundo e 1 no terceiro.

O monitoramento prolongado iniciado precocemente em doentes com AVCi agudo com idade ≥ a 60 anos foi melhor do que o método padrão para a detecção de FA. Esses achados reforçam os resultados de estudos anteriores mostrando que o rastreio da FA em pacientes mais velhos com AVC sem uma etiologia determinada vale a pena.

E mais: ‘É possível retornar à anticoagulação em paciente com FA que apresentou um AVC hemorrágico?’

Referências:

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