Cardiologia

Qual o risco da angioplastia de oclusões totais das coronárias?

Oclusões totais e crônicas da coronárias, também chamadas de CTO (Chronic Total Occlusion), são lesões presentes há pelo menos 3 meses e causando fluxo TIMI 0 (zero), com uma prevalência estimada em 16-20% das coronariografias. Ao contrário das oclusões agudas do IAM com supraST, as CTO têm menor chance de tratamento por angioplastia e maior risco de complicações. Há, inclusive, estudos que questionam quais CTO devem tentar ser tratadas ou não. 

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Angioplastia e risco de perfuração de coronária

Um estudo recente analisou o risco de perfuração de coronária em tentativas de angioplastia de CTO. O registro dos EUA analisou 1.000 angioplastias de CTO, nas quais ocorreram 89 perfurações. Destas, 48% tiveram consequências clínicas, incluindo 10% de óbitos, 11% de tamponamentos e 23% de derrames pericárdicos sintomáticos. A população tinha idade média de 70 anos, 90% hipertensos, 40% diabéticos, 50% com IAM prévio e 50% apresentavam fração de ejeção reduzida.

Quais as lesões de maior risco?

  • Maior diâmetro (> 300m²)
  • Proximais
  • Em colaterais
  • Formato “em nuvem” (eles não usaram a classificação de Ellis para perfuração)

Um fato que os autores destacaram é que ter ou não CRVM prévia não influenciou o risco de perfuração, o que vai contra um senso comum antigo que pacientes com mamária ou safena estariam protegidos.

Autor:

Referências:

  • JACC Cardiovasc Interv. 2018 Sep 24;11(18):1797-1810. doi: 10.1016/j.jcin.2018.05.052.
  • A Detailed Analysis of Perforations During Chronic Total Occlusion Angioplasty. Taishi Hirai, William J. Nicholson, James Sapontis, Adam C. Salisbury, Steven P. Marso, William Lombardi, Dimitri Karmpaliotis, Jeffrey Moses, Ashish Pershad, R. Michael Wyman, Anthony Spaedy, Stephen Cook, Parag Doshi, Robert Federici, Karen Nugent, Kensey L. Gosch, John A. Spertus, J. Aaron Grantham, on behalf of the OPEN-CTO Study Group. J Am Coll Cardiol Intv. 2019 Oct, 12 (19) 1902-1912.
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Publicado por
Ronaldo Gismondi

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