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Quando medir TSH e T4 livre?

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Estima-se que o hipotireoidismo subclínico atinja uma parte importante da população e, por isso, é comum que sejam solicitados TSH e T4 livre quando realizados exames de check-up.

A relação entre os índices de TSH e T4 livre é log linear, de modo que alterações pequenas de T4 livre levam a alterações mais significativas de TSH.

A dosagem rotineira de TSH em pacientes assintomáticos a cada cinco anos possui grau de evidência D. Portanto, sua medida deve levar em consideração a possibilidade de o paciente ter doença tireoidiana assintomática, o desejo do paciente e do médico em fazer o exame e o impacto que o resultado vai trazer. Tudo isso sem esquecer do custo do exame, que deve ser levado em conta no setor público e no privado (tenha o paciente um seguro-saúde ou não).

A dosagem de T4 livre é feita quando a suspeita de doença tireoidiana é bastante importante, com sinais e sintomas bastante sugestivos de hipo ou hipertireoidismo. Também deve ser pedido quando se há suspeita de doença no eixo central, como em casos de pacientes que possuem sinais e sintomas de outras doenças hipofisárias, como hiperprolactinemia e alterações dos hormônios sexuais, por exemplo.

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Quando não ocorrem essas situações, a dosagem de T4 livre pode acabar por ter um caráter desnecessário, com um resultado alterado que provavelmente não vai ser considerado para condução clínica do caso. Assim, foi um exame que não altera a conduta, mas que teve um custo.

Ainda pode ser conversado com o paciente a possibilidade de dosagem isolada do TSH quando existe suspeita clínica de doença tireoidiana com poucos sintomas inespecíficos, e a dosagem de T4 livre em um segundo momento. A investigação pode se beneficiar de uma demora permitida, pois uma consulta a mais com o paciente pode nos permitir mais uma avaliação clínica, que contribui para um diagnóstico mais preciso. Desse modo, reduz-se os custos da investigação e evitamos exames eventualmente desnecessários.

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Referências:

  • Hipotireoidismo subclínico: uma revisão para o médico clínico, Revista Brasileira de Clínica Médica, julho 2013. USPSTF, julho de 2017

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