Caso clínico: exantema em MMII

Teste seus conhecimentos com este caso clínico de temperatura axilar de 38,8º e um exantema máculo-papular em MMII.

Em Unidade Básica de Saúde no interior de um estado da região sudeste, um paciente do sexo masculino, de 33 anos, busca atendimento devido a um quadro de febre não aferida, mialgia, náuseas e cefaleia, iniciado há três dias. Nega outras queixas, comorbidades ou uso regular de medicamentos. Trabalha como cuidador de animais (cavalos e vacas) em um rancho. 

Ao exame, as únicas alterações encontradas foram uma temperatura axilar de 38,8º e um exantema máculo-papular em MMII, sem poupar as plantas dos pés.  

Perguntado sobre insetos no local onde trabalha, relata que frequentemente é picado por mosquitos e até por carrapatos.

Quiz 1/

Qual a conduta deve ser tomada a seguir pelo médico? 

Comentários

Devido ao relato de história de picada de carrapato e à ocupação do paciente como cuidador de animais, associados a febre de início súbito, cefaleia, mialgia e a exantema (tipicamente de evolução ascendente, sem poupar plantas dos pés e palmas das mãos, mas que nem sempre está presente), o paciente se enquadra como caso suspeito de febre maculosa. A conduta, diante de casos suspeitos de febre maculosa, além da notificação compulsória e imediata (em até 24 horas), é instituir a antibioticoterapia o mais brevemente possível, uma vez que a letalidade da doença diminui significativamente com a precocidade do tratamento. O antibiótico de primeira escolha é a Doxiciclina, de 100mg, de 12 em 12 horas, que deve ser mantida por, pelo menos, três dias após a cessação da febre. O diagnóstico pode ser confirmado laboratorialmente e o exame mais comumente realizado para esse fim – e acessível – é a Reação de Imunofluorescência Indireta (Rifi), que detecta anticorpos da doença e é realizado no SUS pelos laboratórios centrais (Lacen). 

Qual a conduta deve ser tomada a seguir pelo médico? 

Comentários

Devido ao relato de história de picada de carrapato e à ocupação do paciente como cuidador de animais, associados a febre de início súbito, cefaleia, mialgia e a exantema (tipicamente de evolução ascendente, sem poupar plantas dos pés e palmas das mãos, mas que nem sempre está presente), o paciente se enquadra como caso suspeito de febre maculosa. A conduta, diante de casos suspeitos de febre maculosa, além da notificação compulsória e imediata (em até 24 horas), é instituir a antibioticoterapia o mais brevemente possível, uma vez que a letalidade da doença diminui significativamente com a precocidade do tratamento. O antibiótico de primeira escolha é a Doxiciclina, de 100mg, de 12 em 12 horas, que deve ser mantida por, pelo menos, três dias após a cessação da febre. O diagnóstico pode ser confirmado laboratorialmente e o exame mais comumente realizado para esse fim – e acessível – é a Reação de Imunofluorescência Indireta (Rifi), que detecta anticorpos da doença e é realizado no SUS pelos laboratórios centrais (Lacen). 

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