Relação médico-paciente e o acompanhamento de uma criança com câncer

O atendimento de uma criança com câncer requer, além da habilidade técnica, muita atenção ao suporte emocional oferecido ao paciente e sua família.

O atendimento de uma criança com câncer requer, além da habilidade técnica, muita atenção ao suporte emocional oferecido ao paciente e sua família. Para ajudar o médico nessa tarefa, reunimos aqui algumas informações de estudos e entidades médicas sobre o assunto, além de mostrar como o Medicinia pode ser útil nesse apoio.

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Relação médico-paciente e o acompanhamento de uma criança com câncer

A família entra no seu consultório repleta de dúvidas e incertezas, aflita com os sintomas que acabam de aparecer em seu filho. A tia, desesperada, já enviou centenas de mensagens com resultados de buscas no Google. A avó comprou uma série de ervas medicinais e está decidida a fazer chás e infusões para o netinho doente. Já passou por uma situação parecida? Todo mundo tem uma opinião a respeito dos sintomas da criança e quer genuinamente ajudar, mas muitas vezes, pode deixar os pais mais ansiosos ainda.

Ressalte a importância de não tomarem atitudes sem os resultados de exames mais detalhados e mostre o caminho a ser seguido nas próximas consultas. Em paralelo, procure sempre demonstrar respeito por crenças e expectativas da família, tornando-se um parceiro dos pais na tomada de decisão sobre tratamentos ou procedimentos complementares.

Alerte para o uso indiscriminado de medicamentos

Em entrevista ao GLOBO, o superintendente médico do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc), Sérgio Petrilli, afirma que é comum que o câncer seja confundido com outras doenças comuns da infância. Não deixe de orientar os pacientes sobre o uso indiscriminado de medicamentos pois eles podem mascarar sintomas e postergar o estabelecimento do diagnóstico.

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Ofereça ajuda entre as consultas

Os pais, após alguns dias, percebem que os sintomas do filho ainda persistem. Seguem com as orientações dadas durante a consulta, mas não lembram de todos os detalhes e uma nova onda de estresse começa a se aproximar. A American Câncer Society orienta que os pais tomem nota e sempre esclareçam suas dúvidas com o médico mas, para eles, nem sempre isso é tão simples.

Portanto, desenvolver a relação médico-paciente com acompanhamento de uma criança com câncer entre consultas é essencial. Sempre que possível, ofereça ativamente um canal de comunicação que seja bom para você e deixe claro como os pacientes podem acessá-lo. Assim, os responsáveis pela criança poderão tirar suas dúvidas de uma forma que fique boa para o médico e para eles. Esse cuidado é muito valioso para a família e pode evitar muita ansiedade desnecessária.

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Registre todas as trocas de informações com a família

Se o médico optar por fazer um acompanhamento entre consultas da criança e sua família, é fundamental que toda a informação trocada fique guardada em um histórico estruturado e nada seja perdido. Essa informação pode ajudar na avaliação do resultado do tratamento e também também para embasar futuras condutas. Além disso, o médico fica mais seguro se houver qualquer questionamento futuro com relação ao que foi discutido.

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Converse com a criança

Sempre que possível explique a ela o que está acontecendo, os motivos que a fazem frequentar hospitais, fazer exames e consultas, e tranquilize-a, pois todos estão fazendo o possível para curá-la. Fontes como o Children’s Oncology Group, apontam que o estresse do tratamento leva a muitos sentimentos que podem até gerar depressão e ansiedade. Seja transparente, não minta, e também peça para que não esconda nada de seus responsáveis e da equipe que está cuidando dela. Aqui, a empatia é muito importante: coloque-se no lugar dela e da família, tente entender comportamentos que pareçam inadequados para você e ofereça apoio.

Converse com os pais ou responsáveis sobre seus medos e culpas

É muito comum, principalmente para os pais de crianças e adolescentes com câncer, tentarem imaginar o que poderiam ter feito para antecipar o diagnóstico e, consequentemente, o tratamento. Isso é ainda mais difícil para os pais quando a criança ou o adolescente encontra-se em processo de agravamento da doença. Mesmo que não haja relação direta entre o tempo decorrido até o diagnóstico e o prognóstico da doença, emergem sentimentos como medo, ansiedade, tristeza, depressão, raiva e a culpa. O apoio do médico é essencial para ajudar a família a se despir dessa culpa e olhar para frente, perceber tudo o que pode fazer pela criança e participar ativamente do seu cuidado.

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