Cirurgia

Remuneração de cirurgiões auxiliares sofrerá reajuste em janeiro

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A Associação Médica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Neurocirurgiões (SNB) confirmaram o reajuste na remuneração dos cirurgiões auxiliares, que começará a valer a partir de janeiro de 2019. A alteração já constará na Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), quando o documento passar no próximo mês por uma reedição e reimpressão.

Com base no salário total do cirurgião no ato cirúrgico, o primeiro cirurgião auxiliar ganhava 30%, enquanto o segundo e o terceiro cirurgiões auxiliares eram remunerados com 20%, também baseados na remuneração do cirurgião. A nova medida estipula que o primeiro auxiliar ganhe 60% do salário-base, o segundo auxiliar seja pago com 40% do valor padrão e que o terceiro auxiliar passe a receber 30%.

Leia mais: CBMI 2018: como avaliar e prever resultados em cirurgias de alto risco?

A nova remuneração foi aprovada durante a reunião do Conselho de Defesa Profissional da Associação Médica Brasileira, realizada em novembro. Na ocasião, a pauta foi posta em plenária e aprovada por maioria dos votos por 33 entidades. A mudança vai impactar todas as especialidades cirúrgicas no território nacional.

Confira a nota oficial da SBN:

“A SBN vem sugerir as seguintes modificações no artigo 5o (AUXILIARES DE CIRURGIA) das Instruções Gerais da CBHPM, bem como o acolhimento e o reconhecimento delas, pelos diversos órgãos reguladores do exercício profissional e da saúde suplementar envolvidos e pelas operadoras de planos de saúde.

Onde atualmente se lê:
5.1 A valoração dos serviços prestados pelos médicos auxiliares dos atos cirúrgicos corresponderá ao percentual de 30% da valoração do porte do ato praticado pelo cirurgião para o primeiro auxiliar, de 20% para o segundo e terceiro auxiliares e, quando o caso exigir, também para o quarto auxiliar.

Substituir por:
5.1 A valoração dos serviços prestados pelos médicos auxiliares dos atos cirúrgicos corresponderá ao percentual de 60% da valoração do porte do ato praticado pelo cirurgião para o primeiro auxiliar, de 40% para o segundo e 30% para o terceiro auxiliar e, quando o caso exigir, também para o quarto auxiliar.”

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Referências:

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Publicado por
Roberto Caligari

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