Resultados materno, fetais e neonatais de mulheres com psoríase vulgar: estudo de base populacional em Taiwan - PEBMED

Resultados materno, fetais e neonatais de mulheres com psoríase vulgar: estudo de base populacional em Taiwan

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A psoríase é uma doença crônica de pele, autoinflamatória, que acomete em torno de 1-3% da população em geral. Com as várias adaptações imunológicas sofridas pela mãe para adaptação à gravidez, mulheres portadoras de psoríase podem sofrer aberrações nessas adaptações e levar a consequências sérias para seus bebês, para si mesmas ou para ambos.

Sabemos que muitas doenças autoimunes pioram durante a gravidez como lúpus eritematoso, doença inflamatória intestinal e artrite reumatoide. Além disso, a psoríase tem sido associada a outras comorbidades como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e outras doenças inflamatórias. Muitos estudos de coorte têm demonstrado evoluções ruins em gestantes com psoríase que apresentaram depressão, obesidade, diabetes e hipertensão com desfechos altamente desfavoráveis nesses casos.

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Resultados materno, fetais e neonatais de mulheres com psoríase vulgar

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Estudo recente

Com esse histórico, foi publicado no The Journal of Dermatology em 18 de novembro de 2020, um estudo envolvendo aproximadamente 2,3 milhões de nascidos vivos ou natimortos, filhos de 4.058 mulheres no período de 1 de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2012. Excluíram do estudo mães abaixo de 15 anos ou maiores de 45 anos de idade, ou que tenham gestações múltiplas. Os diagnósticos de psoríase deveriam ser confirmados por experts dermatologistas ou reumatologistas com contraprova por uma segunda opinião para confirmação diagnóstica.

Variáveis estudadas:

  1. Maternas: idade, país de origem, local de residência, nível de renda, ocupação, antecedente obstétrico e índice de comorbidades de Charlson (índice que mede a gravidade de casos envolvidos). Todos com subcategorias;
  2. Infantis: peso ao nascimento, sexo e idade gestacional.

Foram avaliados os resultados maternos e neonatais.

Resultados

  • Maternos: foram encontrados maiores índices de mães com diabetes gestacional, hipertensão arterial gestacional e pré-eclâmpsia nas portadoras de psoríase em relação às não portadoras. Outras complicações puerperais encontradas nesse grupo com psoríase foram hemorragias puerperais, partos cesarianas, insuficiência renal aguda, edema pulmonar e necessidade de ventilação assistida.
  • Neonatais: o seguimento neonatal não foi satisfatório mas observou-se maior número de natimortos, partos prematuros, baixo peso ao nascer, síndromes de desconforto respiratório e maiores índices de APGAR menores que 7 no grupo de filhos de mães com psoríase. Não se observaram anomalias fetais ou cromossômicas nos filhos de mães portadoras de psoríase.

Saiba mais: Risanquizumabe: Medicamento para psoríase é incorporado ao SUS

Conclui-se pelo estudo que mulheres portadoras de psoríase pré-gestacionais devem ser muito bem orientadas sobre as comorbidades possíveis de serem enfrentadas durante o período gestacional e puerperal, inclusive com a possibilidade 1,4 vezes maior de natimortalidade em relação população geral e hemorragias puerperais. O seguimento de pré natal deve ser realizado por obstetras e dermatologistas familiarizados com os possíveis efeitos adversos da gravidez na psoríase com uma monitorização rígida dessas gestantes, de seus neonatos e de seu puerpério para obtenção de bons resultados.

Autor(a):

Referências bibliográficas:

  • Huang Y-H, et al. Fetal–neonatal and maternal outcomes in women with psoriasis vulgaris: A nationwide population‐based registry linkage study in Taiwan. The Journal of Dermatology. 2020; early view. doi: 10.1111/1346-8138.15658

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