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Rivaroxabana x apixabana: qual desses NOACs é mais seguro e eficaz?

Farmacologia, Hematologia
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A anticoagulação é uma técnica que visa atrasar ou impedir a coagulação sanguínea para, assim, evitar trombos. Esta estratégia terapêutica é utilizada na profilaxia e tratamento de doenças, como trombose venosa profunda e embolia pulmonar, além de outros eventos cardiovasculares. Os novos anticoagulantes orais (NOACs) representam um menor perfil de eventos adversos e interações medicamentosas, se comparados aos antagonistas de vitamina K.

Rivaroxabana x apixabana

A rivaroxabana e a apixabana são um dos anticoagulantes orais diretos mais prescritos nos consultórios, no entanto, há poucos estudos que guiem os médicos sobre qual fármaco é mais seguro e eficaz no tratamento do tromboembolismo venoso. E também não há evidências concretas de qual desses medicamentos oferece menor risco de sangramentos.

Para sanar a questão, pesquisadores realizaram um estudo no qual compararam a eficácia e segurança da rivaroxabana e a apixabana. O levantamento foi realizado entre 2014 e 2016 e os resultados foram divulgados no início de janeiro no periódico The Lancet Haematology.

Leia mais: Novos anticoagulantes orais (NOACS) em portadores de bioprótese valvar cardíaca com ou sem FA

O estudo, prospectivo e de coorte, randomizou 15.254 pacientes recém diagnosticados com tromboembolismo venoso. Os indivíduos foram designados aleatoriamente em dois grupos, o primeiro iniciou terapia com apixabana (n=3.091) e o segundo  foi medicado com rivaroxabana (n=12.163). O desfecho primário da efetividade foi a reincidência de tromboembolismo venoso ou ocorrência de sangramento maior.

Resultados

A recorrência de tromboembolismo venoso foi de três por 100 pessoas-ano no grupo da apixabana e no grupo da rivaroxabana o taxa ficou em sete por 100 pessoas-ano. O sangramento maior no grupo da apixabana foi de três por 100 pessoas-ano e no grupo da rivaroxabana o índice foi de seis por 100 pessoas-ano.

O uso da apixabana foi associado a um menor risco de recorrência de tromboembolismo venoso (HR 0,37; IC 95% [0,24–0,55]; p<0,0001) e a um menor risco de sangramento maior (HR 0,54; IC 95% [0,37–0,82]; p=0,0031) em relação ao uso da rivaroxabana.

Take home messages

Mais estudos devem ser aplicados para confirmar os achados do pesquisadores e ainda não há perspectiva de mudanças na prescrição da rivaroxabana.

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  • Dawwas GK et al. Effectiveness and safety of apixaban versus rivaroxaban for prevention of recurrent venous thromboembolism and adverse bleeding events in patients with venous thromboembolism: A retrospective population-based cohort analysis. Lancet Haematol 2019 Jan; 6:e20. (https://doi.org/10.1016/S2352-3026(18)30191-1)

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