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Sarampo: São Paulo registra a primeira morte em 22 anos e doses extras da vacina são adquiridas

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A cidade de São Paulo registrou a primeira morte por sarampo em 22 anos. A vítima foi um homem de 42 anos, que não possuía histórico de imunização contra a doença. Nesta faixa etária, a pessoa deve ter, no mínimo, uma dose da vacina.

Segundo o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, foram registrados em todo o estado 2.457 casos da enfermidade desde o começo de 2019. O que indica um salto de 36% em comparação com o último número, que eram 1.797 registros até 20 de agosto.

Diante do surto na capital, foi prorrogada a campanha de vacinação até 31 de agosto. Por enquanto, a campanha não foi estendida para outras cidades do estado.

O foco da campanha é imunizar crianças de seis a 11 meses, e jovens, de 15 a 29 anos, grupo mais suscetível a não ter tomado a segunda dose da vacina. Acima de 29 e até 59 anos, é preciso ter tomado, no mínimo, uma dose da tríplice viral. Não há indicações para pessoas com mais de 60 anos.

A vacina contra o sarampo é a tríplice viral, que protege ainda contra rubéola e caxumba. De acordo com o Ministério da Saúde, a efetividade da vacina é dependente do número de doses prévias e da idade à vacinação, sendo de 84% em pessoas vacinadas antes dos 12 meses de idade, 92,5% em indivíduos imunizados após os 12 meses e entre 95% e 99% em pessoas vacinadas com duas doses.

“Surtos de sarampo podem acontecer mesmo em populações com elevadas coberturas vacinais, como o Brasil. Nestas situações, é matematicamente esperado que uma proporção dos casos identificados ocorra em indivíduos previamente vacinados. Nos Estados Unidos, o índice é de 10%.”, explicou Wanderson Kleber de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde no Ministério da Saúde, em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, dia 28 de agosto.

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Ministério da Saúde envia doses extras da vacina a todos os estados

Estão sendo enviadas até o final desta semana 1,6 milhão de doses extras da vacina tríplice viral a todos os estados. Só para os 13 estados que estão em situação de surto ativo de sarampo, serão destinadas, 960.907 mil doses. Desse total, 56% já foi enviado para São Paulo, que concentra 99% dos casos e que acaba de registrar o 1º óbito pela doença em 22 anos.  

O Ministério da Saúde também adquiriu 28,7 milhões de doses adicionais de vacinas contra sarampo, que irão garantir o abastecimento do país até 2020.

De acordo com o novo boletim epidemiológico da doença, o Brasil registrou, nos últimos 90 dias, entre 2 de junho a 24 de agosto de 2019, 2.331 casos confirmados de sarampo, em 13 estados. Os casos aconteceram em São Paulo (2.299), Rio de Janeiro (12), Pernambuco (5), Santa Catarina (4), Distrito Federal (3), Bahia (1), Paraná (1), Maranhão (1), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Sergipe (1), Goiás (1) e Piauí (1). Nesses dois últimos, os casos foram registrados em outros estados. O coeficiente de incidência da doença foi de 5% por 100 mil habitantes.

É importante esclarecer que a chamada “dose zero” não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os profissionais de saúde devem orientar aos pais e responsáveis para levar as crianças para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose). E aos 15 meses (2ª dose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela, respeitando-se o intervalo de 30 dias entre as doses. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente de a criança ter tomada a “dose zero” da vacina.

Sarampo volta com força em quatro países da Europa

O sarampo voltou com força a Europa, atingindo principalmente quatro países nos quais a doença era considerada erradicada: Reino Unido, Grécia, República Tcheca e Albânia, segundo informa a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A organização internacional detectou 89.994 casos de sarampo em 48 países europeus nos primeiros seis meses de 2019, mais que o dobro em relação ao mesmo período de 2018 (44.175 casos).

No Reino Unido, 953 casos foram registrados em 2018 (489 desde o início de 2019), 2.193 na Grécia (28), 1.466 na Albânia (475) e 217 na República Tcheca (569).

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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