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Sedação profunda pode aumentar o risco de delirium no pós-operatório?

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Em pacientes idosos a sedação mais leve está associada ao menor risco de delirium no pós-operatório. É o que aponta o levantamento realizado em agosto deste ano e publicado na revista Jama Surgery. No entanto, o procedimento se mostrou mais eficaz apenas nos indivíduos que não possuíam comorbidades.

O Strategy to Reduce the Incidence of Postoperative Delirum in Elderly Patients (STRIDE) avaliou 200 pacientes aleatoriamente e os dividiu em dois grupos, o primeiro recebeu sedação mais branda (n=100) enquanto no segundo (n=100) uma maior quantidade de sedativos foi utilizada. A idade média dos hospitalizados era de 82 anos, 146 eram mulheres e 54 homens.

Todos os participantes foram medicados com propofol. As doses aplicadas foram equivalentes às administradas para que o enfermo atinja estado análogo ao do sono profundo (escore de 0 a 2), e também em dosagem menor que permitisse ao paciente permanecer responsivo  (escore de sedação 3 a 5).

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Como critério, a análise levou em consideração pessoas que não apresentaram delirium  ou demência grave no pré-operatório. O levantamento foi realizado durante cinco anos, entre 2011 e 2016, e acompanhou os voluntários por até cinco dias a partir da data da cirurgia e em qualquer momento dentro deste prazo.

Resultados

O índice geral de incidente de risco de delirium foi de 39% (n = 39) no grupo que recebeu sedação profunda e 34% (n = 34) no outro grupo que recebeu sedação leve (P = 0,46). Em pacientes que não apresentaram comorbidade, de acordo com o Charlson Comorbidity Index, (CCI = 0), a sedação profunda dobrou o risco de contrair delirium (hazard ratio, 2,3; 95% IC, 1,1- 4,9).

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