Leia mais:
Leia mais:
Shunt endovascular para hidrocefalia
Hidroanecefalia x hidrocefalia máxima: você sabe a diferença?
Quiz: Paciente 9 anos com sinais de disfunção do shunt. O que será?
Quiz: lactente investiga hidrocefalia. O que será?
Você sabe o que é a hidrocefalia de pressão normal?

Shunt endovascular para hidrocefalia

Sua avaliação é fundamental para que a gente continue melhorando o Portal Pebmed

O Portal PEBMED é destinado para médicos e demais profissionais de saúde. Nossos conteúdos informam panoramas recentes da medicina.

Caso tenha interesse em divulgar seu currículo na internet, se conectar com pacientes e aumentar seus diferenciais, crie um perfil gratuito no AgendarConsulta, o site parceiro da PEBMED.

A hidrocefalia comunicante é resultado de um desequilíbrio entre a produção e reabsorção do líquido cefalorraquidiano (LCR), levando ao aumento pressão intracraniana e dilatação ventricular. 

O tratamento padrão atual da hidrocefalia é a cirurgia de derivação ventriculoperitoneal (VP). Apesar de bem estabelecido, o shunt VP permaneceu praticamente inalterado, exceto para algumas evoluções, como por exemplo, as válvulas ajustáveis ​​externamente. Outro detalhe sobre a evolução deste dispositivo é que a introdução de tubos impregnados com antibióticos não eliminou o risco de infecção cirúrgica e altas taxas de falha, estimado entre 21% e 42% no primeiro ano após a inserção (Alguns estudos citam que as primeiras derivações falham dentro de dois anos a uma taxa de mais de 40%).

As deficiências deste tipo de shunt serviram como estímulo a buscar uma abordagem alternativa, menos invasiva para pacientes com hidrocefalia comunicante, como um microimplante, que pudesse funcionar como as granulações aracnoideas e dessa forma transportar passivamente o LCR do espaço subaracnóideo para os seios venosos, permitindo seu fluxo de uma cisterna cerebral para uma veia de drenagem adjacente. 

Esse novo dispositivo ​​endovascular minimamente invasivo para o shunt foi desenvolvido, inserido através de uma abordagem transvenosa percutânea retrógrada da femoral à veia jugular.

hidrocefalia

Sistema eShunt

O Sistema eShunt é uma miniatura de 3 cm de comprimento valvulado, projetado para implantação transdural no seio petroso inferior para estabelecer uma via do LCR a partir da cisterna pontocerebelar replicando a função das granulações aracnóideas. 

Neuromimagem pré e intraoperatória são feitas para simular virtualmente a trajetória do transdutor e selecionar o local de implantação. 

O eShunt é protegido proximalmente por uma cobertura de nitinol permitindo ajuste de profundidade até a liberação final pelo operador. A válvula de pressão do implante reside dentro da veia jugular interna e regula o fluxo do LCR de uma maneira impulsionada por pressão proporcional ao gradiente de pressão positiva entre PIC e pressão arterial venosa. O gradiente de pressão entre a PIC e a pressão venosa é estimada em 3-5 mm Hg em pacientes saudáveis ​​e aumenta significativamente em pacientes com hidrocefalia. A válvula impede o refluxo do sangue para a cisterna durante certas condições fisiológicas transitórias (por exemplo, tosse, esforço, espirros), que podem causar efeitos transitórios (<2s) picos de pressão arterial venosa, embora a pesquisa indique acoplamento dinâmico entre PIC e pressão venosa local com um gradiente de pressão positiva transdural favorável constante.  O implante é projetado para drenar 10mL / h em um gradiente de pressão de ≤8 mm Hg.

Quiz: Paciente 9 anos com sinais de disfunção do shunt. O que será?

A hidrocefalia comunicante ocorre em 6–67% de pacientes com hemorragia subaracnóide aneurismática, exigindo inicialmente a inserção de uma derivação ventricular externa (DVE) no corno frontal não dominante para drenar LCR simultâneo e medir a pressão intracraniana (PIC).  Em 1-3 semanas de tratamento 9-36% dos pacientes com hemorragia subaracnoide aneurismática são incapazes de retirar a DVE, tornando-se dependente do shunt e exigindo cirurgia de derivação VP, frequentemente realizada por meio do hemisfério dominante contralateral. 

Estes pacientes podem se beneficiar do shunt endovascular, com a capacidade concomitante de avaliar a função através da DVE existente antes de sua remoção.  

Vamos aguardar as avaliações de segurança, eficácia, pontos positivos, pontos negativos.

Autor:

Referências bibliográficas:

Cadastre-se ou faça login para acessar esse e outros conteúdos na íntegra
Cadastrar Fazer login
Veja mais beneficios de ser usuário do Portal PEBMED: Veja mais beneficios de ser usuário
do Portal PEBMED:
7 dias grátis com o Whitebook Aplicativo feito para você, médico, desenhado para trazer segurança e objetividade à sua decisão clínica.
Acesso gratuito ao Nursebook Acesse informações fundamentais para o seu dia a dia como anamnese, semiologia.
Acesso gratuito Fórum Espaço destinado à troca de experiências e comentários construtivos a respeito de temas relacionados à Medicina e à Saúde.
Acesso ilimitado Tenha acesso a noticias, estudos, atualizacoes e mais conteúdos escritos e revisados por especialistas
Teste seus conhecimentos Responda nossos quizes e estude de forma simples e divertida
Conteúdos personalizados Receba por email estudos, atualizações, novas condutas e outros conteúdos segmentados por especialidades

O Portal PEBMED é destinado para médicos e demais profissionais de saúde. Nossos conteúdos informam panoramas recentes da medicina.

Caso tenha interesse em divulgar seu currículo na internet, se conectar com pacientes e aumentar seus diferenciais, crie um perfil gratuito no AgendarConsulta, o site parceiro da PEBMED.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.