Neurologia

Síndrome da fadiga crônica: quando cogitar este diagnóstico?

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Um dos grandes desafios para os médicos é a interpretação de sinais e sintomas relatados pelo paciente. Certas queixas, especificamente, podem soar como vagas e subjetivas, como tonteira, mal-estar, corpo ruim, etc. Uma delas é a fadiga, sintoma marcante da Síndrome da Fadiga Crônica.

O termo remete a uma miríade de associações – fadiga corporal, fadiga mental, fadiga emocional. Além disso, seus correlatos subjetivos, denominados por Berrios (1990) como “feelings of fatigue” não correspondem necessariamente a elementos objetivos.

Leia mais: Estudo comprova que fadiga crônica é uma doença inflamatória

Desafiando profissionais de saúde desde 1980, a Síndrome da Fadiga Crônica tem sido comparada à Neurastenia – “perda de interesse geral, inatividade, fadiga extrema, etc.”. Isso ocorre não apenas por semelhanças descritivas, mas também por falta de comprovação de substrato anatomofisiológico.

A despeito da etiologia desconhecida da Síndrome da Fadiga Crônica e de não haver um teste diagnóstico para tal enfermidade, se tornou um diagnóstico de exclusão relevante na vida de quem sofre, algo que não se pode ignorar por suas repercussões individuais de grande importância.

Atualmente o CDC reconhece a necessidade de melhor instrução em relação à suspeita diagnóstica dessa condição. Entretanto, quando suspeitar de SFC?

  1. Em caso de fadiga crônica limitante com piora após esforço físico ou mental;
  2. Em caso da associação com sintomas relacionados a distúrbios do sono ou humor;
  3. Sobretudo, em caso de exclusão de outras causas principais de fadiga, como anemia.

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Referências:

  • News From the Center for Disease Control and Prevention: Chronic Fatigue Care. JAMA, v. 320, n. 8, p. 750, ago. 2018.
  • Zorzanelli, RT. Síndrome da Fadiga Crônica: apresentações e controvérsias.  Psicologia em Estudo, Maringá, v. 15, n. 1, p. 65-71, jan./mar. 2010.
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Publicado por
Rachel Alencar

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