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médico prescrevendo para paciente com síndrome dos ovários policísticos

Síndrome dos ovários policísticos: como é o manejo em adolescentes?

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Tempo de leitura: 2 minutos.

As particularidades no diagnóstico da síndrome dos ovários policísticos (SOP) em adolescentes já foram abordadas em matéria anterior, aqui no portal. Mas o que muda no manejo? Descreveremos neste artigo!

Abordagem de síndrome dos ovários policísticos

A abordagem da síndrome em adolescentes pode ser diferente da utilizada em mulheres jovens, considerando as alterações fisiológicas da maturidade puberal.

1- Educação, aconselhamento e mudança de estilo de vida

É necessário discutir com a paciente sobre a síndrome e seus possíveis impactos na qualidade de vida, além da associação com outras condições de saúde. A questão da fertilidade também deve ser abordada.

É importante incorporar mudanças de estilo de vida, reforçando a necessidade de hábitos saudáveis para essas adolescentes, visto que boa parte delas tem sobrepeso e obesidade. Alimentação balanceada, prática de atividade física e combate ao sedentarismo devem ser incentivados, preferencialmente envolvendo também a família, para aumentar a adesão.

Leia mais: Estatinas como opções para tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos

Devem ser avaliados também fatores psicológicos como ansiedade, distúrbios alimentares e questões com a autoimagem, que são muitos frequentes em adolescentes. A abordagem deve ser multidisciplinar.

2- Metformina

A metformina é um fármaco que aumenta a sensibilidade à insulina, comumente utilizado “off label” adolescentes com SOP. Segundo recomendações recentes, seu uso pode ser considerado em conjunto com modificações de estilo de vida em adolescentes com diagnóstico já estabelecido ou com sinais e sintomas de SOP antes do diagnóstico.

Diversos estudos demonstraram benefícios na redução de IMC e restauração dos ciclos menstruais regulares com o uso do medicamento, porém a dosagem e o tempo de uso não estão bem estabelecidos.

Veja também: Comorbidades na síndrome do ovário policístico: o que devemos analisar?

3- Contraceptivos orais combinados (COCs)

O uso de COCs pode ser considerado, desde que não haja contraindicação, para manejo da irregularidade menstrual e/ou hiperandrogenismo clínico em adolescentes diagnosticadas ou com risco de SOP, segundo guidelines recentes.

Evidências sobre qual tipo específico, combinação ou dose de progestágeno e estrógeno para o manejo da SOP são limitadas. Deve ser considerada a menor dose efetiva de estrogênio (20-30 mcg de etinilestradiol) – na maioria dos casos, ciproterona + 35 mcg de etinilestradiol não devem ser consideradas como primeira linha para SOP. Nos casos em que a anticoncepção não é necessária ou desejada por qualquer motivo, o uso de progesterona de 2a fase (medroxiprogesterona oral 10 mg, por 10 dias) pode ser uma opção para controle da irregularidade menstrual.

4- Manejo de hirsutismo e acne

É importante reconhecer o impacto que hirsutismo e acne têm para a adolescente, até mesmo para definição de qual a melhor estratégia a ser adotada e entender as expectativas em relação ao tratamento. Podem ser utilizados tratamentos tópicos, depilação a laser, COCs e antiandrogênios (espironolactona) ou, em casos mais graves, combinação deles. O uso do laser, particularmente, está associado a melhora significativa da qualidade de vida, ansiedade e depressão em jovens com SOP. É desejável acompanhamento em conjunto com dermatologista.

5- Cuidados na vida adulta

Na transição para a vida adulta, devem ser reforçadas as medidas educativas, a importância do manejo de comorbidades e do seguimento. Mulheres com SOP são melhor manejadas por equipe multidisciplinar, que pode incluir ginecologista, endocrinologista, médico de família, nutricionista, psicólogo, dentre outros, considerando as preferências da paciente e queixas principais.

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Autor:

Referência bibliográfica:

  • Witchel SF, Oberfield SE, Peña AS. Polycystic Ovary Syndrome: Pathophysiology, Presentation, and Treatment With Emphasis on Adolescent Girls. J Endocr Soc. 2019;3(8):1545–1573. Published 2019 Jun 14. doi:10.1210/js.2019-00078

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