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A caxumba, antes considerada uma doença infantil com poucas sequelas, agora normalmente ocorre em adultos jovens e carrega complicações mais graves, como orquite e meningite asséptica. Surtos ocorrem esporadicamente, apesar da ampla vacinação.

Um artigo publicado na Oxford Academics Journal descreveu um surto que aconteceu em 14 de janeiro de 2014, nos Estados Unidos. Nessa data, um estudante vacinado apresentou parotidite. O teste de IgM para caxumba foi negativo e não foi realizado o PCR quantitativo em tempo real (RT-PCR), resultando em um diagnóstico perdido e no início de um surto em uma universidade de Nova York.

As investigações de casos de caxumba incluíram:

  • entrevistas com pacientes;
  • revisão de registros médicos;
  • e testes laboratoriais, incluindo sorologia da caxumba e RT-PCR.

Pacientes eram ligados ao surto se fossem alunos ou tivessem vínculo epidemiológico com a universidade. Foram analisados dados epidemiológicos, clínicos e laboratoriais para casos de surtos em Nova York.

Veja também: ‘Conduta diagnóstica e terapêutica em parotidite infecciosa’

Foram identificados 56 moradores da cidade com caxumba, com início entre 12 de janeiro e 30 de abril de 2014. Entre os doentes, 53 (95%) eram universitários, 1 (2%) era funcionário e 2 (4%) tinham vínculos epidemiológicos com a universidade. A idade média foi de 20 anos, variando entre 18 e 37 anos. Todos os casos tinham parotidite.

Dois dos 44 (5%) casos testados por sorologia foram pareados com IgM positivo e 27 dos 40 (68%) testados por RT-PCR foram positivos.

A partir desses resultados, os autores destacaram algumas considerações importantes:

  1. Os surtos de caxumba podem ocorrer em populações altamente vacinadas.
  2. Caxumba deve ser considerada em pacientes com parotidite, independente do estado de vacinação.
  3. RT-PCR é o método de teste preferido.
  4. Médicos não devem confiar apenas nos testes de IgM.

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Dra. Ana Carolina Pomodoro, pediatra e colunista da PEBMED, fala mais sobre o problema:

“É de extrema importância conhecermos a história natural das principais doenças contagiosas para que um eventual diagnóstico seja feito o mais rápido possível, evitando surtos. E isso se dá igualmente para as doenças imunopreveníveis, como é o caso da caxumba.

Nos últimos meses também houve diversos registros de caxumba em vários estados do nosso país, apesar da cobertura vacinal. Quem nasceu a partir de 2003 teve a oportunidade de receber duas doses da vacina, ficando mais protegido do que quem nasceu antes desse período.

Nosso papel é orientar a população a respeito da necessidade de completar corretamente o calendário vacinal, buscando conseguir erradicar esse tipo de doença, além de esclarecer o provável motivo dos surtos e incentivar o reforço da vacina nas populações susceptíveis”.

Referências:

  • Leena N. Patel, Robert J. Arciuolo, Jie Fu, Francesca R. Giancotti, Jane R. Zucker, Jennifer L. Rakeman, Jennifer B. Rosen; Mumps Outbreak Among a Highly Vaccinated University Community—New York City, January–April 2014. Clin Infect Dis 2017; 64 (4): 408-412. doi: 10.1093/cid/ciw762
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