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SUS disponibiliza vacina pneumocócica-13 para pacientes de alto risco

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Neste mês de setembro, a vacina pneumocócica conjugada 13-valente (VPC-13) foi enviada para os Centro de Referências para Imunobiológicos Especiais (CRIE) de todos os estados do Brasil. Incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em março deste ano, a vacina é indicada para pacientes de alto risco, acima de cinco anos de idade, portadores de AIDS/HIV, pacientes oncológicos e transplantados.

O esquema para vacinação será de uma dose da VPC-13, seguida de uma dose da vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP-23) dois meses depois.

Para os pacientes que transplantaram medula óssea, a recomendação é que sejam feitas três doses da pneumocócica-13 entre o terceiro e sexto mês após o transplante, com intervalo de dois meses entre elas. Após um ano, esses pacientes devem receber uma dose de VPP-23, com intervalo de seis a oito semanas após a última dose da VPC-13.

A vacinação protege contra doenças pneumocócicas, causadas pela bactéria doença (conhecida como pneumococo), que são uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo, com grande relevância em saúde pública. De acordo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 2012, pneumococo é a causa mais comum de pneumonia comunitária severa em adultos na Europa e nos Estados Unidos (30% a 50% dos casos).

Veja também: Pneumonia comunitária: conheça novas orientações da diretriz brasileira

Sobre as doenças pneumocócicas

A transmissão do S. pneumoniae pode acontecer por meio de gotículas de saliva ou muco (tosse, espirro ou por objetos contaminados) de pessoas que contraíram a doença ou por aquelas que estão colonizadas, mas não possuem sintomas.

Ela causa doenças do trato respiratório e cérebro, que são classificadas em: doença pneumocócica invasiva (DPI), como bacteremia, sepse, meningite, pneumonia com bacteremia, entre outras; e doença pneumocócica não invasiva, que tem menor gravidade, como otite média aguda, sinusite, bronquite e pneumonia sem bacteremia. A DPI e a pneumonia sem bacteremia são as manifestações mais graves da infecção.

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Segundo o Relatório de Recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias (Conitec), estudos mostram que o risco de DPI é de 30 a 100 vezes maior em indivíduos HIV do que naqueles HIV-negativos. A incidência dessas doenças também depende do perfil socioeconômico local, tendo maior incidência em países com deficiências nutricionais, baixos padrões de higiene, aumento da poluição do ar, entre outros.

Estudo para liberação da VPC-13

Para averiguar a eficácia do uso combinado da VPC-13 com a VPP-23, a Conitec se baseou em ensaios clínicos randomizados que avaliaram a aplicação da vacina em adultos e idosos com condição crônica preexistente (doenças cardiovasculares, pulmonares, hepáticas, distúrbios renais ou diabetes mellitus) e adultos HIV positivos.

Em adultos e idosos com doenças crônicas, as médias geométricas dos títulos (MGTs) de AOP (atividade opsonofagocítica) da vacinação sequencial (VPC-13+VPP-23) não teve significância estatística em comparação com a pneumocócica-23 sozinha. Em adultos HIV positivos, com contagem de CD4>200 células/mm3, a combinação das vacinas teve uma melhor resposta imunológica de IgG e de títulos da AOP em comparação com a VPP-23 isolada.

Veja mais: Vacina para prevenção da clamídia passa por fase de testes

Essas informações de eficácia foram limitadas a dados imunológicos (média geométrica dos títulos de atividade opsonofagocítica-MGT de AOP), não tendo, portanto, informações sobre a redução nas taxas de pneumonia (DPI) e outros resultados clínicos. Apesar disso, a literatura é consistente com as recomendações atuais de vacinação contra pneumococos nos Estados Unidos e na Europa para imunossuprimidos, em especial portadores do HIV. Sendo assim, foi incluída para esse público pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

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