SUS incorpora trombectomia mecânica no tratamento de AVC isquêmico

Tempo de leitura: 3 min.

A tecnologia de trombectomia mecânica, também chamada de cateterismo cerebral, foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de pacientes graves com acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico agudo. O procedimento é considerado muito eficaz para a redução das sequelas desses pacientes.

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou o uso da tecnologia nos casos com obstrução de grandes vasos sanguíneos até oito horas após o início dos sintomas, que são cefaleia súbita, intensa e sem causa aparente; alteração na fala ou compreensão; alteração na visão, confusão mental; fraqueza ou formigamento no rosto, braço ou perna, localizado geralmente apenas em um dos lados do corpo; alteração do equilíbrio ou no andar; tontura e problemas de coordenação.

Leia também: O que fazer após ter um AVC? Reabilitar

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Trombectomia mecânica

A técnica consiste na introdução de um cateter, que vai até o ponto de oclusão responsável pelo AVC. Na ponta desse cateter há um stent retriever (ou um stent que é retirado), capaz de aderir ao trombo e resgatá-lo, desobstruindo o vaso acometido.

Mas, para conseguir chegar a esse ponto o vaso precisa ser relativamente calibroso. Portanto, a presença de uma oclusão proximal é um dos pré-requisitos para a indicação de trombectomia mecânica no AVC.

Os estudos avaliados pela comissão da Conitec indicaram que os pacientes com AVC isquêmico que receberam trombectomia mecânica conseguiram realizar suas atividades diárias com mais independência, além da tecnologia não estar associada a um risco maior de mortalidade ou hemorragia em até 90 dias depois do procedimento.

Saiba mais: AVC isquêmico: mono ou dupla antiagregação plaquetária?

Também foram considerados benefícios da técnica associada ao melhor tratamento clínico, assim como a existência de 20 centros de AVC considerados aptos para realizar o procedimento em todo o país.

Acidente vascular cerebral

Segundo a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV), o acidente vascular cerebral é a enfermidade que mais mata a população brasileira, além de ser a principal causa de incapacidade no planeta.

Existem dois tipos de AVC: o isquêmico e o hemorrágico. O primeiro, caracterizado pelo entupimento dos vasos que transportam sangue para o cérebro, é responsável por 85% dos casos da doença. As opções de tratamento são a trombectomia mecânica e a alteplase intravenosa. (TPA).

Alteplase é um medicamento aplicado de forma intravenosa. Uma vez dentro da corrente sanguínea, a substância chega até o cérebro e dissolve o coágulo.

Já o AVC hemorrágico é menos comum (acontece em apenas 15% dos casos), mas apresenta taxa de mortalidade maior. Ocorre quando há rompimento de um vaso, provocando hemorragia, que pode ser dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge.

As principais sequelas deixadas pela enfermidade são dormência em um lado do corpo; impossibilidade de andar; dificuldade de fala e compreensão; falta de equilíbrio e coordenação; e problemas de memória.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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Publicado por
Úrsula Neves

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