Saúde Pública

SUS vai oferecer exame de toxoplasmose congênita para bebês

Tempo de leitura: 2 min.

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai oferecer o exame de toxoplasmose para bebês. Assim, todos os recém-nascidos deverão ser submetidos ao exame de toxoplasmose congênita ao mesmo tempo em que é realizado o teste do pezinho.

A medida foi publicada no dia 5 de março no Diário Oficial da União (DOU). Os serviços públicos de saúde de todo o país têm o prazo de 180 dias para oferecer o teste para a população.

Estudos mostram que a cada 10 mil nascimentos, entre 5 e 22 bebês possuem toxoplasmose. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 40% dos fetos de mães que adquiriram a doença durante a gestação são infectados. Em 2018 foram registradas 26 mortes em decorrência da doença.

Para viabilizar a iniciativa, o Ministério da Saúde criou um grupo de trabalho com áreas técnicas que apoiarão os estados no processo de implementação das redes de cuidado da toxoplasmose congênita (TC) dentro do prazo estabelecido.

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Toxoplasmose congênita

Atualmente, a toxoplasmose congênita somente é detectada por exames quando a criança já apresenta sintomas da enfermidade. Devido ao risco para o bebê, a avaliação de pré-natal é necessária para evitar danos futuros ao seu desenvolvimento.

A maior parte das crianças com toxoplasmose congênita não demonstra sinais ou sintomas no nascimento. Sem o acompanhamento adequado, existe um risco de desenvolver sequelas tardias.

Nos estágios mais avançados, a enfermidade pode gerar problemas de visão e cerebrais, como de coordenação motora. A cura é possível na fase aguda da infecção, mas o parasita permanece no organismo do infectado durante o restante da vida e pode se manifestar novamente a qualquer momento.

A infecção em humanos pode ocorrer por três vias:

  • Infecção transplacentária durante a gravidez;
  • Contato direto com solo, areia e latas de lixos contaminados com fezes de gatos infectados;
  • Ingestão de carne crua ou mal cozida infectada, principalmente as de porco e carneiro.

Leia também: Ministério da Saúde lança publicação com principais avanços e desafios dos últimos 16 anos

A orientação para prevenir a doença é evitar o uso de produtos animais crus ou mal cozidos; eliminar as fezes de gatos infectados em lixo seguro; proteger as caixas de areia; lavar as mãos após manipular carne crua ou terra contaminada e evitar o contato de grávidas com gatos.

O SUS tem infraestrutura para atender às crianças infectadas. O atendimento está previsto desde a atenção primária até a especializada. Nestes serviços, há equipes de saúde multidisciplinar preparadas para atender esses casos, no âmbito das metas de redução da morbimortalidade e melhoria da qualidade de vida das crianças.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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Publicado por
Úrsula Neves

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