Pediatria

TCE leve: conheça novas diretrizes do CDC para tratamento em crianças

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O Centers for Disease Control and Prevention (CDC) emitiu em setembro um guideline com novas orientações para diagnosticar, manejar e tratar crianças com traumatismo cranioencefálico (TCE) leve, o documento foi publicado na revista JAMA Pediatrics no mesmo mês. Os direcionamentos foram baseados em uma revisão sistemática da literatura médica, assim como em evidências relacionadas, princípios científicos e em conclusões de especialistas na área.

Leia mais: Abordagem farmacológica do traumatismo cranioencefálico: um desafio ambulatorial

A nova diretriz reúne 19 recomendações sobre diagnóstico, prognóstico, manejo e tratamento de crianças com TCE leve. As orientações são diversas e compreendem várias fases do atendimento ao paciente, como medição do risco, monitoramento, aconselhamento familiar, gerenciamento de sintomas, exames de imagem, teste cognitivo, avaliação padrão de diagnóstico, etc.

Confira alguns pontos do guideline:

  • Médicos não devem usar sistematicamente exames de tomografia computadorizada, ressonância magnética, radiografia do crânio para avaliar crianças com TCE de leve a moderado. Os profissionais de saúde devem lançar mão de regras clínicas estabelecidas para identificar qual é a escala de risco nos pacientes e definir qual melhor exame a ser aplicado;
  • Os médicos devem aconselhar os pais da criança a observarem restrições e ou alterações cognitivas e físicas nos primeiros dias após o paciente sofrer o trauma;
  • Um sistema de estratificação de sintomas, conforme a idade da criança, deve ser aplicado como componente da avaliação diagnóstica do paciente;
  • os pais e a família devem receber aconselhamento sobre a evolução do quadro clínico da criança, pois mesmo que alguns fatores possam predizer o aumento ou diminuição do risco, o tempo de recuperação de cada indivíduo é único;
  • profissionais de saúde não devem usar biomarcadores fora do âmbito de pesquisa para o diagnóstico do paciente;
  • Para a assistência da criança no retorno escolar, os protocolos de assistência devem ser personalizados conforme a severidade dos sintomas pós-concussão. A elaboração deste protocolo é realizada por uma equipe formada por médicos e integrantes da instituição de ensino.

Mais informações podem ser encontradas no site oficial do CDC.

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Referências:

  • Lumba-Brown A, Yeates KO, Sarmiento K, et al. Centers for Disease Control and Prevention Guideline on the Diagnosis and Management of Mild Traumatic Brain Injury Among Children. JAMA Pediatr. Published online September 04, 2018. doi:10.1001/jamapediatrics.2018.2853
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Publicado por
Roberto Caligari

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