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Tecnologia permite que pacientes com síndrome do encarceramento se comuniquem

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Apesar dos avanços significativos no tratamento de pacientes com paralisia de todos os músculos do corpo, a comunicação ainda era uma grande barreira – até agora. Um novo computador permite que pacientes paralisados respondam “sim” ou “não” à perguntas, através da detecção de padrões na atividade cerebral.

Três mulheres e um homem com síndrome de Locked-In proveniente de esclerose lateral amiotrófica avançada, com idades entre 24 e 76 anos, foram treinados para usar o sistema. Durante as sessões, os pacientes usaram uma touca que usa luz infravermelha para detectar variações no fluxo sanguíneo em diferentes regiões do cérebro, enquanto respondiam perguntas de “sim” ou “não.

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O computador conectado à touca aprendeu a distinguir os padrões de fluxo de sangue para cada resposta. Quando os pacientes atingiram, pelo menos, 70% nas perguntas de treinamento, os médicos passaram a questões mais pessoais sobre a qualidade de vida. Os quatro participantes indicaram estar “felizes” com a vida. As descobertas foram relatadas na revista Plos Biology.

Veja também: ‘Pacientes consideram que algumas condições são ‘piores que a morte’’

Para os pesquisadores, os resultados podem ser o primeiro passo para a abolição de estados completamente bloqueados, pelo menos para pacientes com ELA.

E mais: ‘Como garantir os desejos do seu paciente ? Diretrizes Antecipadas de Vontade’

Referências:

  • Chaudhary U, Xia B, Silvoni S, Cohen LG, Birbaumer N (2017) Brain–Computer Interface–Based Communication in the Completely Locked-In State. PLoS Biol 15(1): e1002593. doi:10.1371/journal.pbio.1002593

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