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Tecnologias que ampliaram o acesso a tratamentos e diagnósticos no Brasil: Telemedicina

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Tempo de leitura: 3 minutos.

O ano de 2019 começou com uma série de notícias sobre a telemedicina no Brasil. Um dos primeiros capítulos dessa história aconteceu quando o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou a Resolução 2.227, que definia, entre vários pontos, “a relação médico-paciente presencial como premissa obrigatória, sendo o atendimento a distância possível após consulta presencial com o mesmo profissional (se ambos – médico e paciente – estiverem de acordo)”. Para a saúde, a nova resolução evidenciava um importante avanço no setor.

Entretanto, após críticas e em poucos dias, o CFM voltou atrás e revogou a resolução. A medida aconteceu depois de conselhos regionais considerarem o texto pouco claro e, sobretudo, um risco para a relação médico-paciente e para a qualidade do atendimento. Além disso, algumas entidades do setor apontaram, ainda, a falta de debate sobre a normatização.

Um dos grandes nomes da telemedicina brasileira, Chao Lung Wen, professor da Faculdade de Medicina da USP e chefe da disciplina de telemedicina, defende que a revogação foi um retrocesso, pois “coloca os médicos brasileiros numa situação mais vulnerável pela ausência de regulamentação em diversos aspectos tecnológicos nos serviços prestados por telemedicina”. Para ele, faltou conhecimento dos líderes responsáveis pelos movimentos a favor da revogação, que espalharam informações “sem bases técnicas” por meio das redes sociais e causaram um impacto e insegurança em uma parcela da comunidade médica.

Especialistas acreditam que nos próximos dois anos irá crescer bastante a quantidade de serviços de telehomecare, monitoramento e avaliação de pacientes em suas próprias residências.

Entretanto, além dos investimentos em tecnologia, é preciso progredir também na educação sobre saúde no país, ou seja, saber usar a tecnologia de forma eficiente.

Por um lado, falta treinamento para que os médicos conheçam e façam bom uso dos métodos e possibilidades que se abrem com o meio tecnológico. Por outro, a própria sociedade ainda necessita de conhecimentos sobre cuidados básicos.

Tecnologias que ampliaram o acesso a tratamentos e diagnósticos no Brasil: Watson for Oncology e Oncofoco

“A telemedicina valoriza a humanização”

Em entrevista ao portal de notícias Healthcare Management, Chao Lung Wen explica que a telemedicina valoriza a humanização quando se estende o atendimento para domicílio do paciente (telehomecare ou teleMulticare), muito relevante em casos com idosos e deficientes físicos. “Quando se evita que pessoas humildes tenham que pegar condução por horas para ir ao hospital para um atendimento de 15 minutos. Quando desafogamos os prontos-socorros para que a equipe médica possa duplicar ou triplicar o tempo disponível para cuidar de pessoas que precisam de atenção. Quando se minimiza erros de condutas pela disponibilização de uma rede de especialistas. São muitos os casos em que a telemedicina valoriza a humanização”.

Segundo o professor, para que seja possível ter uma telemedicina bem organizada no Brasil é preciso formar melhor os alunos, médicos residentes e médicos no uso de recursos tecnológicos digitais e nos aspectos comportamentais, entre eles a ética, responsabilidade e segurança digital.

“Para se ter uma boa evolução, é preciso tornar o ensino de telemedicina como assunto obrigatório na graduação e residência médica. E todos os médicos que desejarem utilizar a telemedicina precisam fazer um curso de telemedicina com carga de pelo menos 60 horas. E ainda temos que formar um grupo técnico jurídico em telemedicina para fins de orientação e realização de acreditação e auditoria pericial digital”, afirma.

Chao Lung Wen e outros especialistas acreditam que a solução é combinar tecnologia, informação e conscientização mirando na prevenção de doenças. Até porque existem situações completamente evitáveis ou controláveis com orientações e ajustes no estilo de vida. Em resumo: a inovação em saúde não avança sem a participação ativa dos médicos e dos seus pacientes.

Tecnologias que ampliaram o acesso a tratamentos e diagnósticos no país: Telessaúde

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