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Tecnologias que ampliaram o acesso a tratamentos e diagnósticos no país: Telessaúde

Tempo de leitura: 3 minutos.

Implementado no país pelo governo federal desde 2007, o Telessaúde encontrou grande penetração, principalmente na região sul graças a projetos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), uma das pioneiras em telemedicina. Antes obrigados a recorrer a centros maiores, os profissionais do interior acabavam aumentando as filas do SUS e alimentando as longas listas de espera em clínicas de saúde e hospitais.

Hoje, muitos pacientes podem ser tratados em sua própria cidade após a conversa do médico local com o especialista.

Além de facilitar o diagnóstico a distância, o programa conta também com o RegulaSUS, sistema que busca reduzir as filas priorizando casos graves. O projeto foi desenvolvido para reduzir o tempo de espera para consulta especializada, priorizar o atendimento para os pacientes mais graves e resolver boa parte dos problemas de saúde das pessoas em seu próprio município de residência.

Segundo dados da UFRGS, após a implementação do sistema, cerca de 60% dos casos não precisaram mais ser encaminhados a grandes hospitais, desafogando o déficit de consultas – a fila que já existia foi reduzida quase pela metade, de 170 mil para 90 mil pacientes.

Programa Telessaúde Brasil Redes

O Programa Telessaúde Brasil Redes é uma ação nacional que busca melhorar a qualidade do atendimento e da atenção básica no Sistema Único de Saúde (SUS), integrando ensino e serviço por meio de ferramentas de tecnologias da informação, que oferecem condições para promover a Teleassistência e a Teleducação.

A implementação do Programa se inicia em 2007 com o projeto piloto em apoio à Atenção Básica envolvendo nove Núcleos de Telessaúde localizados em universidades nos estados do Amazonas, Ceará, Pernambuco, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com a meta de qualificar aproximadamente 2.700 equipes da Estratégia Saúde da Família em todo o território nacional e alcançar os seguintes objetivos:

  • Melhoria da qualidade do atendimento na Atenção Básica no Sistema Único de Saúde (SUS), com resultados positivos na resolubilidade do nível primário de atenção;
  • Expressiva redução de custos e do tempo de deslocamentos;
  • Fixação dos profissionais de saúde nos locais de difícil acesso;
  • Melhor agilidade no atendimento prestado;
  • Otimização dos recursos dentro do sistema como um todo, beneficiando, dessa forma, aproximadamente 10 milhões de usuários do SUS.

Estrutura do Telessaúde

O Telessaúde Brasil Redes é integrado por gestores da saúde, instituições formadoras de profissionais de saúde e serviços de saúde do SUS, sendo constituído por:

– Núcleo de Telessaúde Técnico-Científico – instituições formadoras e de gestão e/ou serviços de saúde responsáveis pela formulação e gestão das Teleconsultorias, Telediagnósticos e Segunda Opinião Formativa;

– Ponto de Telessaúde – serviços de saúde através dos quais os trabalhadores e profissionais do SUS demandam Teleconsultorias e Telediagnósticos.

O Programa funciona com Núcleos de Telessaúde Técnico-Científicos, já implementados em onze estados, que estão conectados em rede e oferecem teleconsultorias a aproximadamente 1.500 Unidades Básicas de Saúde (dados de 2018).

Serviços do Telessaúde

O Telessaúde Brasil Redes disponibiliza aos profissionais e trabalhadores das Redes de Atenção à Saúde no SUS os seguintes serviços:

Teleconsultoria – consulta registrada e realizada entre trabalhadores, profissionais e gestores da área de saúde, por meio de instrumentos de telecomunicação bidirecional, com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre procedimentos clínicos, ações de saúde e questões relativas ao processo de trabalho, podendo ser síncrona (realizada em tempo real, geralmente por chat, web ou videoconferência) ou assíncrona (por meio de mensagens off-line);

– Telediagnóstico – serviço autônomo que utiliza as tecnologias de informação e comunicação para realizar serviços de apoio ao diagnóstico através de distância e temporal;

– Tele-educação – conferências, aulas e cursos, ministrados por meio da utilização das tecnologias de informação e comunicação;

– Segunda Opinião Formativa – resposta sistematizada, construída com base em revisão bibliográfica, nas melhores evidências científicas e clínicas e no papel ordenador da atenção básica à saúde, a perguntas originadas das teleconsultorias, e selecionadas a partir de critérios de relevância e pertinência em relação às diretrizes do SUS.

As Teleconsultorias, os Telediagnósticos, as Segundas Opiniões Formativas e as ações de Tele-educação demandadas pelos profissionais de saúde do SUS poderão ser elaborados e respondidos por Teleconsultores a partir de qualquer Núcleo de Telessaúde Técnico-Científico ou Ponto de Telessaúde.

Os protocolos utilizados pela equipe no RegulaSUS estão disponíveis no site do TelessaúdeRS/UFRGS. Faça o download clicando aqui.

Telessaúde na Escola

O Telessaúde na Escola tem como objetivo a promoção da saúde integral, utilizando tecnologias para a integração entre alunos, comunidades, equipes escolares e profissionais de saúde.

Elaborado pelo Laboratório de Telessaúde da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) com a participação de alunos de Iniciação Científica Júnior e que conta ainda com o apoio das Unidades Acadêmicas da UERJ.

O que é oferecido?

Acesso livre e gratuito a conteúdos de qualidade:

  • Sites educativos;
  • Vídeoaulas;
  • Cursos a Distância Gratuitos para Profissionais de Saúde;
  • Vídeos informativos;
  • Livros digitais para crianças;
  • Infográficos.

Comunicação médica: como melhorar esta habilidade através da tecnologia?

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