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TEP subsegmentar: anticoagular ou não?

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O exame de escolha para o diagnóstico de tromboembolismo pulmonar (TEP) atualmente é a angiotomografia de artérias pulmonares. Ela está indicada nos pacientes de alta probabilidade para TEP ou naqueles de baixa/intermediária probabilidade, mas cujo valor do dímero-D não permitiu excluir essa hipótese.

Os tomógrafos têm sofrido avanços e dispomos de cortes cada vez mais finos, levando a um aumento de diagnósticos de TEP de ramos subsegmentares da vascularização pulmonar como também de falsos-positivos. Nota-se também uma maior variabilidade dos laudos de um mesmo exame entre diferentes radiologistas quando a imagem suspeita envolve esses ramos mais distais.

Será que devemos anticoagular todo paciente com TEP?

Seguindo as diretrizes e a atualização de fevereiro de 2016 da CHEST, os pacientes com TEP subsegmentar (um ou mais êmbolos), sem acometimento de vasos pulmonares mais proximais, sem trombose venosa profunda proximal e com baixo risco de recorrência devem ser acompanhados clinicamente. O nível das evidências é baixo nas diretrizes e a tendência é individualizar as condutas, mas sobretudo nesse cenário supracitado, principalmente quando o diagnóstico é um achado (assintomáticos) ou temos uma causa alternativa mais provável para justificar os sintomas.

Devemos estimar o risco de sangramento quando optamos por anticoagular e para isso existem alguns escores e obviamente a história clínica do paciente. E informar/ensinar os mesmos a ficarem atento a possíveis sangramentos, principalmente em tubo digestivo e vias urinárias.

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