Terapia hormonal: chip hormonal e hormônio manipulado são seguros?

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Os famosos “chips da beleza” contendo testosterona, estrogênio, gestrinona, progesterona e similares têm ganhado cada vez mais popularidade na prática clínica da ginecologia e endocrinologia. 

Os chips manipulados têm aproximadamente o tamanho de um grão de arroz, normalmente são implantados no quadril, abdômen inferior ou nádega e liberam hormônios manipulados ao longo de 3-6 meses. 

Porém, as grandes sociedades de ginecologia e obstetrícia e endocrinologia não aprovam os hormônios manipulados, sejam eles em forma de chips, ou orais ou transdérmicos.

Terapia hormonal: chip hormonal e hormônio manipulado são seguros?

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Novo estudo que comparou chips x tratamento tradicional:

Neste mês de agosto de 2021, a revista norte-americana Menopause publicou um trabalho desenvolvido nos Estados Unidos sobre as repercussões das formulações hormonais manipuladas de terapia hormonal não aprovadas pelo FDA. 

O trabalho comparou 384 mulheres em terapia hormonal com chip hormonal manipulado com 155 mulheres em terapia hormonal aprovada pela FDA. Foram colhidos dados de 2005 a 2017 para pacientes no grupo de terapia manipulada, e de 1985 a 2017 para pacientes no grupo de terapia convencional.

Os pacientes no grupo de terapia convencional receberam 24 marcas de produtos hormonais aprovados pela FDA, e o grupo dos manipulados receberam estrogênio e testosterona feitos em uma farmácia no Tennessee.  Quase todos os pacientes no grupo dos manipulados receberam chips de testosterona e estradiol.

Como uma curiosidade, a baixa libido foi listada como a razão pela qual as mulheres iniciaram o tratamento para 83,5% do grupo de manipulado versus 4,5% do grupo de terapia convencional. Lembrando que a única indicação formal para uso de testosterona em mulheres é disfunção sexual específica na pós-menopausa.

Veja mais: Tratamento sem hormônios para aliviar sintomas da menopausa é eficaz, aponta estudo

Resultados do estudo

Ao todo, 57,6% dos pacientes em terapia manipulada tiveram efeitos colaterais, contra 14,8% com terapia aprovada pelo FDA, descobriram os pesquisadores. Pacientes em terapia hormonal manipulada relataram maior incidência de alterações de humor (7% vs. 1,9%), ansiedade (18,5% vs. 5,8%), sensibilidade mamária (10,1% vs. 2,6%), mudança no padrão de capilar (13,5% vs. 2,6%) %), acne (8,6% vs. 1,3%) e ganho de peso (34,4% vs. 4,5%), em relação aos pacientes em opções aprovadas pela FDA.

Entre aquelas com útero, ao iniciar a terapia (246 daquelas em manipulados e 133 daquelas em tratamentos aprovados pela FDA), o sangramento uterino anormal ocorreu em 55,3% em manipulado, em comparação com 15,2% em tratamentos aprovados pela FDA. Foi visto que a histerectomia secundária a sangramento uterino anormal ocorreu em 20,3% das pacientes em manipulado versus 6,3% do outro grupo.

No fim das contas, as mulheres em terapia com manipulados tiveram uma incidência significativamente maior de efeitos colaterais e histerectomias, bem como um nível suprafisiológico significativamente maior de pico estrogênio e testosterona durante o tratamento.

Falta de segurança do hormônio manipulado

Os autores observaram que as pacientes muitas vezes optaram por uma histerectomia para que pudessem continuar a terapia com chip sem se preocupar com sangramento uterino anormal. Porém, a histerectomia não resolve a questão da segurança totalmente, já que não se tem dados a cerca dos riscos cardiovasculares e em tecido mamário, principalmente.

É importante ressaltar que os chips hormonais não são facilmente removíveis e se, por exemplo a paciente tiver um novo diagnóstico de câncer de mama ou um diagnóstico em que o estrogênio é contra-indicado, provavelmente esta paciente permanecerá com os hormônios circulantes até o prazo estimado de duração do dispositivo.

Leia também: Semaglutida: uma nova era no tratamento da obesidade

Nenhum estudo até o momento mostra que cremes ou chips de hormônios manipulados são mais naturais, seguros, mais eficazes ou menos propensos a causar efeitos adversos, em comparação com produtos aprovados pela FDA ou Anvisa. Os hormônios bioidênticos estão disponíveis em larga escala nas farmácias tradicionais com medicações seguras aprovadas pelo controle de qualidade. 

Autora:

Referências bibliográficas:

  • Jiang, Xuezhi MD, PhD 1,2 ; Bossert, Anna DO 1 ; Parthasarathy, K. Nathan MD 1 ; Leaman, Kristine MD 1 ; Minassian, Shahab S. MD 1 ; Schnatz, Peter F. DO 1,2,3,4 ; Woodland, Mark B. MS, MD 1,5  Avaliação de segurança da terapia hormonal combinada não aprovada pela FDA versus terapia hormonal aprovada pela FDA no tratamento de mulheres na pós-menopausa, Menopausa: agosto de 2021 – Volume 28 – Edição 8 – p 867-874 doi: 10.1097 / GME.0000000000001782
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