Covid-19

Teste de saliva para diagnóstico do Covid-19

Tempo de leitura: 2 min.

O teste para diagnóstico da Covid-19 utilizando a saliva possui duas grandes vantagens em relação ao swab nasal: o maior conforto e aceitação por parte do paciente e a menor chance de contaminação pelo profissional que faz a coleta. Muitos estudos atuais vêm sugerindo que o teste da saliva possui a mesma sensibilidade que o swab nasal e muitos outros estudos maiores estão também sendo realizados. 

Saiba mais: Variante delta: o que sabemos sobre ela?

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Estudo recente

Foi realizado um estudo na Universidade de Yale, utilizando um protocolo próprio com 70 pacientes que obtiveram um resultado positivo para Covid-19 com o teste padrão de PCR nasal e testes de saliva sequenciais realizados pelos próprios pacientes e de fato o teste da saliva mostrou uma menor variação em quantificar o RNA comparado aos testes de swab nasal. Esses mesmos pesquisadores também realizaram um outro estudo com 495 profissionais da saúde assintomáticos que trabalhavam na linha de frente no combate ao Covid-19. Nesse estudo observou-se que 13 profissionais apresentaram o teste da saliva positivo para SARS CoV-2 e foram confirmados com o teste nasal subsequentemente. Desses pacientes, 9 realizaram o auto teste nasal e apenas dois tiveram resultado positivo. 

Leia também: Pacientes imunizados e a síndrome pós-Covid-19

Um outro estudo realizado por pesquisadores canadenses, utilizando também o teste da saliva, com 2.000 pacientes que apresentavam sintomas leves a moderados compatíveis com Covid-19 e com grande suspeita de infecção, evidenciou que dos 70 pacientes que testaram positivo, 34 foram positivos tanto para o teste da saliva como para o swab nasal, 22 apenas para o swab e 14 apenas para o teste de saliva. 

Conclusão

Esses estudos pequenos e precoces podem sugerir que o teste da saliva não apresenta uma grande diferença de sensibilidade em relação ao swab nasal. O grande empecilho para que mais testes de saliva sejam usados é o fato do RNA apresentar-se instável na saliva e caso a amostra não possa ser enviada rapidamente ao laboratório para análise, muitos substratos devem ser adicionados a amostra para conservá-la, o que torna o teste mais oneroso e menos prático. O FDA, o órgão de controle de drogas e medicamentos americano, recentemente autorizou o uso emergencial e gratuito de kits de teste de saliva seguindo o protocolo de Yale denominado de “SalivaDirect”. 

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Referências bibliográficas: 

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Publicado por
Gabriela Queiroz

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