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“Torci o tornozelo, mas não quebrei, pois estou andando!” Verdade ou mito?

Tempo de leitura: 2 minutos.

O paciente torceu o tornozelo, mas não acredita que não o quebrou apenas porque está andando? Esse é um dos grandes mitos da ortopedia!!! O entorse do tornozelo representa 10 a 15% de todas as lesões do esporte. Muitas vezes, após uma torção do pé, a pessoa consegue continuar andando. Em geral, alguns acham que “não foi nada” e não procuram a emergência para ter uma avaliação especializada.

ATENÇÃO: em algumas fraturas do pé e tornozelo o paciente CONSEGUE pisar, mesmo que seja com limitação. Porém, quando há fratura, pisar aumenta o risco de torná-la cirúrgica, pois pode deslocar um fragmento que antes estava em sua posição original! Além disso, em casos onde não houve fratura, costumam estar presentes lesões ligamentares, que também merecem tratamento adequado. Os protocolos mais atuais recomendam sempre a fisioterapia precoce no tratamento e os casos mais graves, em torno de 14%, necessitam de imobilização e muletas por um breve período.

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Claro que nem todo mundo irá precisar de uma radiografia, porém um ortopedista treinado é capaz de diferenciar quais serão os casos necessários na emergência. Os Critérios de Otawa, que envolvem dor em pontos específicos e incapacidade de pisar, ajudam a guiar a necessidade de exames. Além disso, a experiência do profissional, visto ser uma lesão muito comum, é um fator crucial nas decisões tomadas.

Então, seu paciente torceu o pé? Encaminhe-o a um ortopedista para descartar a possibilidade de uma fratura e para o tratamento adequado de sua lesão.

Mais do autor: ‘Transplante de cartilagem, onde estamos?’

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Referências:

  • Management of Acute and Chronic Ankle Instability: J Am Acad Orthop Surg 2016;16:608- 615
  • Rockwood and Green’s Fractures in Adults – eighth edition
  • Stiell IG, McKnight RD, Greenberg GH, McDowell I, Nair RC, Wells GA, et al. Implementation of the Ottawa ankle rules. JAMA 1994;271:827-32.

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