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Transição Menopausal: como prevenir doenças cardiovasculares?

Tempo de leitura: 2 min.

As doenças cardiovasculares, como AVC e doenças isquêmicas cardíacas, são as recordistas de causas mortis no mundo. Desde 2011, a Associação Americana de Cardiologia tem orientado para que olhemos com maior atenção para algumas particularidades relacionadas à transição menopausal, momento particularmente frágil, mas importante, para iniciar a prevenção dos agravos cardiovasculares na saúde feminina.

No final de 2020, um artigo interessante publicado no periódico Circulation apontou alguns dados relevantes para serem observados, em particular nessa população de mulheres:

Dados sobre a transição menopausal

  1. Transição da menopausa é um momento de aumento de risco cardiovascular para a mulher.
  2. Algumas doenças endócrinas e metabólicas estão intimamente ligadas a essa época, sendo fatores de piora de prognóstico.
  3. A ligação entre transição menopausal e doença cardiovascular é bidirecional.
  4. A transição para menopausa traz piora do perfil metabólico para a mulher, independente da época em que ocorra.
  5. Diabetes é um fator de risco para doenças cardiovasculares, tanto em homens como em mulheres. Sua prevalência aumentada está associada ao status menopausal na mulher.
  6. Ainda não existem estratégias preventivas efetivas, (como mudança do estilo de vida) que sejam específicas para essas mulheres nesse período.
  7. As terapias hipolipemiantes nunca se mostraram eficazes na prevenção primária de doenças cardiovasculares em mulheres e até mesmo as evidências sobre a prevenção secundária são escassas.
  8. A terapia hormonal da menopausa (iniciada em mulheres com menos de 60 anos ou dentro de 10 anos da menopausa para aliviar os sintomas da menopausa e prevenir ou tratar a osteoporose) é atualmente a única intervenção que diminui o risco de doença cardiovascular e diabetes em mulheres saudáveis ​​na meia idade.

Assim sendo, torna-se importante dentro das estratégias de atenção à saúde da mulher, atenção a esse período muitas vezes desassistido por algumas mulheres apresentarem poucos sintomas. Torna-se mister a orientação para tratamento e prevenção dos eventos cardiovasculares na atenção primária na saúde da mulher.

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João Marcelo Martins Coluna

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